Brasília – Um domingo de oração
pela paz foi convocado em todas as igrejas de São Luís, capital do Maranhão, em
meio à onda de crimes desencadeada pela crise penitenciária no estado.
Os
fiéis rezarão, em especial, pela menina Ana Clara Santos Sousa, de 6 anos, que
morreu vítima de queimaduras causadas por um incêndio criminoso em um ônibus,
no último dia 3. A ordem para o ataque ao ônibus partiu de líderes de facções
criminosas presos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, o maior
do Maranhão.
Ao
comentar a situação no estado, o arcebispo da capital, dom José Belisário da
Silva, disse que, na raiz do problema, está uma profunda injustiça social. Ele
ressaltou que o “martírio” de Ana Clara pode ser uma oportunidade para reverter
esta situação.
A
mãe e uma irmã de Ana Clara também foram feridas no ataque do dia 3. Em estado
grave, mas estável, a mãe, Juliane Carvalho Santos, de 22 anos, foi transferida
do Maranhão para um hospital de Brasil, referência no tratamento de queimados.
A irmã de Ana Clara, Lorane Beatriz, de 1 ano e meio, está internada em um
hospital infantil na capital maranhense e não corre risco de morrer.
Outro
paciente em estado grave, mas também estável, Márcio Ronny da Cruz, que teve
queimaduras em 72% do corpo, foi transferido de São Luís para o Hospital Geral
de Goiânia, considerado referência no tratamento de queimados no país. Em
tratamento em São Luís, a quinta vítima do ataque ao ônibus, Abyancy Silva Santos,
que teve 10% do corpo queimado, não corre risco de vida e pode receber alta a
partir de terça-feira (14).

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