O governador do Paraná, Beto
Richa, pretende exportar ao Maranhão seu modelo de gestão de presídios. Nesta
terça, chega a São Luís a secretária de Justiça do governo paranaense, Maria
Tereza Uille, e o próprio Richa se prontificou a viajar ao Maranhão.
"Encontramos
um sistema prisional em uma situação delicada e refizemos o modelo. Criamos
mais de 7 mil novas vagas, acertamos uma parceria com o Ministério da Justiça
para construção e ampliação de outras 20 unidades prisionais. E fizemos a
revisão dos processos de 30 mil presos no Paraná através de mutirões da
Defensoria Pública", disse ele à jornalista Maria Lima, do jornal O Globo.
"Também implantamos um programa de gestão prisional avançado, que já foi
colocado à disposição do Superior Tribunal de Justiça."
O
programa implantado no Paraná se chama "Business Intelligence Carcerário
do Paraná". Ele interliga as informações do Executivo e do Judiciário
e consolida dados detalhados de cada preso. Além disso, um mutirão da
Defensoria Pública do Paraná permitiu a revisão de 30 mil processos de
presos, reduzindo em 62% a superlotação das cadeias. Segundo Richa, vários
detentos estavam presos indevidamente e foram soltos – ao todo, foram
assinados 5.901 alvarás de soltura.
De
acordo com dados do governo paranaense, a superlotação caiu de 10.118 em 2010
para 3.850 em 2013.

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