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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Crise na segurança do Maranhão afeta Roseana e o PT, diz Jornal da Globo

A comentarista política do Jornal da Globo, Renata Lo Prete, disse, na edição da noite de ontem (6), que a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), está numa situação politicamente “difícil”, agravada pela “rejeição de quase metade do eleitorado” e pela crise na segurança pública, que afeta tanto a governadora como o PT, “dividido sobre abandonar ou não a família Sarney”.
De acordo com a comentarista, Roseana só encarou a gravidade do problema quando a situação na segurança ficou “insustentável”, para evitar um desgaste político, que poderia ser aproveitado por adversários nas eleições de outubro, e ainda afastar o risco de uma eventual intervenção federal no estado.
Veja os comentários do Jornal da Globo:
William Waack (apresentador, dirigindo-se a Renata Lo Prete, comentarista política) – Renata, no fundo a governadora do Maranhão entrou numa situação delicada. Ela está tendo que aceitar uma política de segurança determinada pelo governo federal.
Renata Lo Prete – Nos bastidores, essa negociação não foi fácil. Até a situação ficar insustentável, a governadora Roseana Sarney, do PMDB, se mostrava mais preocupada em refutar as críticas dos adversários, de olho nas eleições de outubro, do que em encarar a gravidade do problema.
Foi preciso lembrar a ela que o desgaste político será ainda maior se o Supremo Tribunal Federal aceitar um eventual pedido de intervenção no estado feito pelo procurador-geral da República.
A conta ainda não foi fechada, mas o Ministério da Justiça estima em dezenas o número de detentos que serão transferidos para presídios federais. Sobre isso, o secretário Aluísio Mendes (Segurança) disse: “O governo federal fez esse oferecimento ao governo do estado, a governadora aceitou muito bem esse oferecimento, nos mandou estudar a necessidade de fazer essa transferência e a quantidade. E é isso que nós estamos fazendo nesse momento”.
Christiane Pelajo (apresentadora) – Agora, Renata, essa crise na segurança pública complica a política do Maranhão, onde, aliás, dois grupos aliados do governo federal disputam o governo do estado.
Renata Lo Prete – É isso mesmo. Roseana, que é do PMDB, está no segundo mandato consecutivo e não pode disputar um terceiro, mas o clã Sarney, aliado de primeira hora das gestões Lula e Dilma, há meio século no poder no Maranhão, terá um representante na sucessão de Roseana. Representante que vai enfrentar Flávio Dino, do PC do B, presidente da Embratur e líder nas pesquisas.
A situação é difícil para Roseana, hoje rejeitada por quase metade do eleitorado, mas é delicada também para o governo Dilma, porque o petismo ainda está dividido sobre abandonar ou não a família Sarney. Uma intervenção federal no estado seria algo muito mais custoso, sob todos os aspectos, do que o envio da Força Nacional e a remoção de alguns presos.


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