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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Lista prévia dos detentos a serem transferidos para presídios federais será fundamentada











O Governo do Maranhão deve fazer uso das 25 vagas oferecidas em unidades prisionais pelo Governo Federal. Foi elaborada uma lista prévia dos detentos a serem transferidos e além dos envolvidos nos ataques a coletivos e delegacias da capital, estarão outros considerados de alta periculosidade.

A penitenciária de segurança máxima de Mato Grosso deve ser o destino dos detentos, segundo o secretário adjunto de Estabelecimentos Penais, Hamilton Louzeiro. Ele informou que foi elaborada uma lista prévia com os possíveis nomes e é finalizada a fundamentação das transferências. Ele não informou quais e quantos devem ser enviados a unidade federal. “Provavelmente, todas as vagas disponíveis para o Estado devem ser ocupadas”, pontuou. A transferência será em aeronave da Polícia Federal, presos irão separados para evitar confronto de facções e a escolta será feita pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen), órgão do Ministério da Justiça.

No documento vão constar informações detalhadas sobre cada detento e histórico processual que será avaliado para definir sobre o envio ao presídio federal. O secretário adjunto não confirmou a data das transferências. A penitenciária de Mato Grosso é a maior do Estado e abriga 1.372 detentos. É monitorada por sistema interno de vídeo e possui uma ala denominada de Raio Cinco, onde são mantidos os presos de maior periculosidade. Possui ainda 128 celas móveis e está em fase de federalização, ou seja, 36 vagas para presos federais.

A unidade foi inaugurada em março de 1985, foi desativada e passou por reformas para torná-la mais segura e com maiores condições de ressocialização dos detentos.

Somam 18 os presos sob suspeita de envolvimento com os ataques da última sexta-feira, 3. Os detidos mais recentes foram Ítalo Santos Costa, 21 anos, e irmão, um adolescente de 17 anos que está apreendido, moradores do João Paulo, onde ocorreu um dos ataques. Os outros presos são Hilton John Alves Araújo, 27 anos, o Praguinha; Francisco Antônio Lobato Júnior, 26 anos, o Frazão; Rogenilson Boaventura Brito, 22 anos, o Pelado; Jorge Henrique Amorim Martins, 21, o Dragão; Wilderley Moraes, 25 anos, o Paikan; Diego da Silva do Carmo, 20, o Mocozinho; Luis Gustavo do Nascimento, 18 anos, o Melônio ou Gustavo; Ismael Caldas de Sousa, 25, o Piranha; Julian Jeferson Sousa da Silva, 21 anos; Laravardiere Silva Rodrigues Sousa Júnior, 31, o Júnior Black; e Sanção dos Santos Sales, 19. Estes três últimos são suspeitos de integrar o bando que incendiou os coletivos, segundo a polícia. O resultado dos ataques foram quatro ônibus incendiados, duas delegacias atacadas, quatro feridos e ainda internados em tratamento, sendo um em estado grave, e uma morte.

A pedido do Governo do Maranhão, o Ministério da Justiça manterá as equipes da Força Nacional no estado até dia 23 de fevereiro. A medida visa garantir a manutenção da ordem e coibição de confrontos entre as facções dentro do Complexo de Pedrinhas. Também cabe aos homens da federal auxiliar o governo no controle de ações de retaliação dos presos. Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP), as ordens dos ataques saíram de dentro do Complexo. Ano passado somaram 62 os detentos mortos dentro do sistema prisional no Estado, envolvendo decapitações. Segundo o Governo, os ataques seriam uma resposta às ações da Segurança.

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