A
movimentação no Instituto de Medicina Legal, de amigos e familiares dos quatro
jovens vítimas da tragédia do início desta noite, é intensa. Os parentes passam
pela difícil tarefa de reconhecer os corpos, todos carbonizados e alguns,
dilacerados pela violência do acidente.
Segundo
o médico Antônio Nunes, do IML, a primeira tarefa neste momento é identificar
quem é quem. "Vamos ver se conseguimos pelas digitais, caso as famílias
não os reconheçam visualmente. Mas se assim não for possível, poderemos pedir
exames de DNA", explicou aos jornalistas que acompanham o caso.
Para
a família dos primos Guilherme Rodrigues e Marcos Ronald, a dor em dobro. A
senhora que entrou para reconhecer os corpos teve de ser amparada na volta,
pelo trauma que passou em ver o estado como ficaram as vítimas.
Já
um dos colegas de Marcos Escócio, Paulo Júnior, afirma que o amigo morreu
fazendo o que mais gostava. "Ele era um apaixonado pelo que fazia. Ainda
esta semana ele faria o voo solo, que o habilitaria a se formar. É muito
triste. Nós estávamos fazendo prova, quando a direção do aeroporto ligou para a
faculdade, dando a notícia. Nós largamos a prova, a turma toda e corremos para
cá. Ele morreu fazendo o que amava", disse o amigo muito abalado.
Um
avião monomotor, de sigla PT-CNL, caiu nas primeiras horas da noite desta
segunda-feira (16/12) dentro do aeroporto de Teresina e matou quatro pessoas. O
piloto Rodrigo Viana Morais, e os alunos Marcos Escórcio e Marcos Ronald foram
confirmados como sendo vítimas do acidente. O quarto nome seria de Guilherme
Rodrigues.
Segundo
informações passadas por testemunhas, o avião explodiu e ficou pegando fogo por
10 minutos. A Infraero ainda não se pronunciou, mas acompanha todo o trabalho
da perícia e dos Bombeiros no local.
Informações
não oficiais também apontam que a aeronave foi alugada do aeroclube do Ceará
por alunos da Faculdade CET. O acidente aconteceu quando o monomotor tentava
fazer uma decolagem.
Testemunhas
afirmam que o avião rodou no ar e caiu de "barriga". "Eu estava
trabalhando, quando comecei a ouvir um barulho alto, parecia um helicóptero. E
quando subi no muro do Diploma foi já vendo o avião rodar e cair. Logo depois
explodiu", disse a testemunha. O Instituto Médico Legal de Teresina (IML)
fez a remoção dos corpos por volta de 21h30.
A
tragédia vem comovendo familiares e amigos, que na frente do aeroporto de
Teresina aguardavam ansiosos por informações à respeito das vítimas. Ainda não
há informações sobre o que pode ter causado o acidente.
Nas
redes sociais das vítimas, já começam a ser postadas inúmeras homenagens. No
caso de Marcos Escórcio, depois que a notícia se espalhou pela TV e interne,
amigos começaram a perguntar pelo rapaz, que não respondia aos chamados. Por
volta de 16h30, ele fez check-in pela sua rede social no aeroporto de Teresina.
do site 180 graus/Teresina




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