O
deficit habitacional no Brasil caiu, em termos absolutos, 6,2% entre 2007 e
2012, de acordo com estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea). Mas uma unidade da federação segue apresentando uma situação
preocupante, segundo os pesquisadores. Trata-se do Maranhão, onde 21,2% das
cerca de 400 mil moradias do estado (mais de 84 mil residências) não apresentam
condições dignas aos moradores.
Em
2007, este percentual era maior, cerca de 28%. No entanto, mesmo com a queda do
índice, as condições de habitação do Maranhão continuam as piores do país.
Na região Nordeste, onde há perto de 1,6 milhão de moradias em condições
precárias de habitabilidade, o Maranhão tem o maior deficit – 25% do total
dessas moradias impróprias (400 mil residências) estão no estado.
Depois do Maranhão, os maiores déficits habitacionais do Nordeste estão
na Bahia (22% do total de moradias precárias da região), no Ceará e em
Pernambuco (ambos com aproximadamente 15% do total).
Entre os indicadores da política habitacional, o deficit habitacional é
aquele que informa a necessidade de construção de moradias populares e mostra
que as habitações que já existem são incapazes de atender dignamente os
moradores.
Para se chegar ao resultado final do deficit são consideradas as
situações de quem vive em habitações precárias (de palha, taipa, madeira etc.),
em coabitação forçada (casas que abrigam duas ou mais famílias); com ônus
excessivo do aluguel (30% ou mais da renda familiar); e em casas com mais de
três moradores por dormitório. Os dados são extraídos da Pesquisa Nacional de
Amostra por Domicílio (Pnad).
No Maranhão, 342.743 habitações são consideradas precárias; 81.102 são
coabitadas; 43.951 têm valor alto de aluguel; e 14.401 são ocupadas por mais de
três moradores em cada dormitório.


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