Páginas

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

TERRO: Presos filmam e comemoram mortes em Pedrinhas

“Tem que ajeitar o foco”, diz um preso a um colega que acabara de ligar a câmera do celular em meio a um grupo de detentos rebelados.
Vencida a discussão técnica, o que se segue é um documento explícito do horror praticado no complexo de Pedrinhas, em São Luís, no Maranhão, onde 62 presos foram mortos desde o ano passado.
São dois minutos e 32 segundos em que os próprios amotinados filmam em detalhes três rivais decapitados. E se divertem exibindo os corpos –ou que restam deles.
O vídeo, gravado no dia 17 de dezembro, começa com os presos caminhando por dez segundos dentro da penitenciária. Para preservar suas identidades, tomam o cuidado de exibir apenas os pés.
No foco principal, um homem de chinelos pretos e bermuda branca dá passos apertados, até que no oitavo segundo da caminhada o chão verde molhado de água se transforma num piso ensopado de sangue.
Dois segundos adiante, a câmera se levanta abruptamente e mostra o saldo do motim no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Pedrinhas, um bairro da zona rural da capital maranhense.
Estão lá, diante da câmera e de comentários em tom de comemoração, os corpos de Diego Michael Mendes Coelho, 21, Manoel Laércio Santos Ribeiro, 46, e Irismar Pereira, 34.
O gestão Roseana Sarney (PMDB) não quis comentar o vídeo, enviado ao governo pela Folha. Disse apenas que imagens supostamente registradas em Pedrinhas estão sendo divulgadas e poderão ser alvo de inquérito para investigar a sua veracidade.

ATENÇÃO! AS IMAGENS SÃO FORTES




CABEÇAS
As imagens, encaminhadas à Folha pelo Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Estado do Maranhão, são chocantes.
Nas costas de um desses corpos, de bruços, estão duas cabeças, lado a lado. Elas são exibidas como troféus.
Ao lado, o terceiro decapitado ainda tem a cabeça encostada ao pescoço.
Um dos presos grita: “Bota [o corpo] de frente pra filmar direito”. Outro pede: “Não puxa a cabeça dele”.
Em vão. Um outro colega, também de chinelos, enfia os pés na poça de sangue, se aproxima e, com a ponta dos dedos, ergue a cabeça, puxada pelos cabelos.
A cabeça escapa, cai no chão, mas é erguida novamente e colocada ao lado das outras duas. Os presos mantêm o clima de comemoração.
A câmera se aproxima e foca as cabeças bem de perto. Os três parecem ter sido torturados antes de terem as cabeças cortadas. Há marcas de cortes no rosto e por todo o corpo, que parecem ter sido feitas com facas e estiletes.
A câmera segue filmando. Gira e mostra corpos e cabeças de diferentes ângulos. Um dos presos, já descalço, coloca o pé sobre um dos corpos, em sinal de domínio sobre os inimigos.
Neste momento, o vídeo, que traz à tona o cenário de caos no sistema penitenciário do Maranhão, chega ao segundo minuto.
Um dos presos se abaixa, pega uma das cabeças e a gira em direção à câmera.
“Filma aí esse maldito, desgraçado”, diz um deles sobre um dos decapitados, com aparelhos nos dentes e o rosto todo riscado. “Vira de lado, vira de lado”, pede outro.
Nenhum rosto aparece no vídeo. Mas o chão molhado, de água e de sangue, permite visualizar, no reflexo, uma meia dúzia de presos.
Segundo o governo do Maranhão, que não quis comentar as imagens, as três mortes foram resultado de uma briga entre membros da mesma facção criminosa.
A maior rivalidade no complexo, porém, é de presos da capital versus presos do interior do Estado. Eles formam duas facções diferentes.
Essa rivalidade é citada em relatório do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que conclui que o governo tem sido incapaz de coibir a violência.
Foi de dentro do complexo que saíram as ordens para os atentados ocorridos no último final de semana em São Luís.
O relatório cita a superlotação de Pedrinhas (com 1.700 vagas, abriga 2.500) e relata casos de estupros de mulheres que entram no presídio para visitas íntimas.
  Folha de S. Paulo

Poupança tem mais depósitos que retiradas em 2013 e fecha ano com captação líquida recorde

Brasília – No ano passado, os depósitos em poupança superaram os saques, gerando captação líquida de R$ 71,047 bilhões, resultado recorde em toda a série histórica iniciada em 1995. O dado foi divulgado hoje (7) pelo Banco Central (BC). Em 2012, a captação líquida ficou em R$ 49,719 bilhões.
Em dezembro de 2013, a captação de R$ 11,201 bilhões também é recorde para todos os meses da série histórica do BC. No período, os depósitos chegaram a R$ 148,506 bilhões e as retiradas totalizaram R$ 137,304 bilhões. Foram creditados rendimentos no total de R$ 3,012 bilhões. No último mês de 2012, a captação ficou em R$ 9,205 bilhões.
Ao final do ano passado, o saldo da poupança ficou em R$ 597,943 bilhões. Desse estoque total, R$ 466,788 bilhões são do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e R$ 131,154 bilhões da poupança rural.
A poupança tem rendimento de 0,5% ao mês (6,17% ao ano) mais Taxa Referencial (TR). Esse é o rendimento definido pelo governo sempre que a taxa básica de juros, a Selic, estiver acima de 8,5% ao ano. Atualmente, a taxa está em 10% ao ano e deve continuar a subir. A previsão de instituições financeiras é que Selic feche 2014 em 10,5% ao ano.
Essa forma de cálculo do rendimento da poupança foi definida pelo governo em 2012. Por essa regra, sempre que a taxa básica for igual ou inferior a 8,5% ao ano, a caderneta rende 70% da Selic mais a TR.


SES divulga boletim médico das vítimas dos ataques a ônibus

Pacientes no Hospital Tarquínio Lopes Filho (Geral)
- O paciente Márcio da Cruz Nunes, 37 anos, encontra-se em estado grave, estável nas 24h, melhora clínica, ainda sob ventilação mecânica.
- A paciente Juliane Carvalho Santos, 22 anos, encontra-se em bom estado geral, lúcida e comunicativa, referindo dor e prurido leve, sobretudo durante e logo após a troca de curativo. Recebendo tratamento padrão para o grande queimado. Em acompanhamento psicológico e psiquiátrico.
- Abyancy Silva Santos, 35 anos (feminino), internada em enfermaria de Clínica Cirúrgica, estável, com 10% de área queimada.
Paciente do Hospital Estadual Infantil Juvêncio Matos

- A paciente Lorane Beatriz Santos, 1 ano e 5 meses, tem quadro estável e encontra-se em leito da enfermaria pediátrica.

'Preso transferido volta pior', diz secretário de Justiça do MA

O secretário de Justiça e Administração Penitenciária do Maranhão, Sebastião Uchoa, disse nesta terça-feira (7) que não acredita que a transferência de detentos para presídios federais bastará para solucionar a crise de segurança pública enfrentada pelo Estado.
O governo de Roseana Sarney (PMDB) aceitou na segunda (6) a oferta de vagas em prisões federais, feita pelo Ministério da Justiça no final da semana, para que líderes de facções criminosas do Estado deixem o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís.
O local foi palco de 62 mortes de detentos desde 2013 e é o epicentro dos ataques a ônibus e delegacias que deixaram quatro pessoas feridas e provocaram a morte da menina Ana Clara Santos Sousa, 6, na manhã de ontem.
O governo diz que os atentados foram ordenados de dentro de Pedrinhas, em retaliação à ocupação do complexo pela Polícia Militar, no final de dezembro passado.
Em entrevista à Rádio Bandeirantes, o secretário Uchoa disse que a transferência de líderes de facções para os presídios federais precisa ser criteriosa e que, em casos semelhantes, os detentos voltam "piores" ao Estado de origem.
"[O preso] volta mais perigoso, se achando o máximo porque puxou cadeia federal. Historicamente não tem sido muito bom esse negócio de transferir", disse Uchoa.
O auxiliar de Roseana Sarney declarou ainda que as transferências devem ser provisórias, porque o governo está construindo um presídio de segurança máxima no Estado, onde pretende abrigar os presos de maior periculosidade. "Concluído nosso presídio aqui, vamos pegar tudo de volta, porque nós temos que cuidar do que é nosso."
Questionado sobre o vídeo divulgado nesta terça pela Folha, que mostra detentos exibindo três corpos decapitados durante rebelião no último dia 17 de dezembro, o secretário disse que não teve acesso às imagens.


Agência dos Correios é assaltada em Tutóia

Na tarde desta segunda-feira (06), a Agência dos Correios de Tutoia foi assaltada. Segundo informações de testemunhas que estavam no interior da agência confirmaram que um homem entrou armado anunciando o assalto. O mesmo levou todo o dinheiro que estava no caixa. A Polícia Militar e a Policia Civil foi acionada, porém chegando ao local não obteve êxito na apreensão dos bandidos.

A equipe da Tv Difusora entrou em contato com a Delegacia de Tutoia, onde apenas um funcionário na delegacia informou que foram dois assaltantes na ação dos correios.

Crise na segurança do Maranhão afeta Roseana e o PT, diz Jornal da Globo

A comentarista política do Jornal da Globo, Renata Lo Prete, disse, na edição da noite de ontem (6), que a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), está numa situação politicamente “difícil”, agravada pela “rejeição de quase metade do eleitorado” e pela crise na segurança pública, que afeta tanto a governadora como o PT, “dividido sobre abandonar ou não a família Sarney”.
De acordo com a comentarista, Roseana só encarou a gravidade do problema quando a situação na segurança ficou “insustentável”, para evitar um desgaste político, que poderia ser aproveitado por adversários nas eleições de outubro, e ainda afastar o risco de uma eventual intervenção federal no estado.
Veja os comentários do Jornal da Globo:
William Waack (apresentador, dirigindo-se a Renata Lo Prete, comentarista política) – Renata, no fundo a governadora do Maranhão entrou numa situação delicada. Ela está tendo que aceitar uma política de segurança determinada pelo governo federal.
Renata Lo Prete – Nos bastidores, essa negociação não foi fácil. Até a situação ficar insustentável, a governadora Roseana Sarney, do PMDB, se mostrava mais preocupada em refutar as críticas dos adversários, de olho nas eleições de outubro, do que em encarar a gravidade do problema.
Foi preciso lembrar a ela que o desgaste político será ainda maior se o Supremo Tribunal Federal aceitar um eventual pedido de intervenção no estado feito pelo procurador-geral da República.
A conta ainda não foi fechada, mas o Ministério da Justiça estima em dezenas o número de detentos que serão transferidos para presídios federais. Sobre isso, o secretário Aluísio Mendes (Segurança) disse: “O governo federal fez esse oferecimento ao governo do estado, a governadora aceitou muito bem esse oferecimento, nos mandou estudar a necessidade de fazer essa transferência e a quantidade. E é isso que nós estamos fazendo nesse momento”.
Christiane Pelajo (apresentadora) – Agora, Renata, essa crise na segurança pública complica a política do Maranhão, onde, aliás, dois grupos aliados do governo federal disputam o governo do estado.
Renata Lo Prete – É isso mesmo. Roseana, que é do PMDB, está no segundo mandato consecutivo e não pode disputar um terceiro, mas o clã Sarney, aliado de primeira hora das gestões Lula e Dilma, há meio século no poder no Maranhão, terá um representante na sucessão de Roseana. Representante que vai enfrentar Flávio Dino, do PC do B, presidente da Embratur e líder nas pesquisas.
A situação é difícil para Roseana, hoje rejeitada por quase metade do eleitorado, mas é delicada também para o governo Dilma, porque o petismo ainda está dividido sobre abandonar ou não a família Sarney. Uma intervenção federal no estado seria algo muito mais custoso, sob todos os aspectos, do que o envio da Força Nacional e a remoção de alguns presos.


Choque da PM faz vistoria e acha munições e TVs em Pedrinhas

O Batalhão de Choque da Polícia Militar realizou vistoria na Central de Custódia de Presos de Justiça (CCPJ) de Pedrinhas, na noite desta segunda-feira (6). Durante a vistoria foram apreendidos 20 cartuchos de bala de revólver .38, 20 facas, seis celulares, dois carregadores, dois aparelhos DVDs e seis televisores. A informação foi confirmada pelo Coronel Ivaldo Barbosa, comandante do Policiamento Especializado. Ele também informou que as revistas vão continuar no sistema penitenciário do Estado.
Em vistoria feita no Centro de Detenção Provisória (CDP), na última sexta-feira (3), a Tropa de Choque da Polícia Militar encontrou uma pistola com cartucho e vários celulares no
Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. A operação denominada ‘Pedrinhas em Paz’ foi deflagrada na data, com o objetivo de diminuir as mortes nas unidades prisionais do Maranhão.
Também na última sexta, alguns presos foram retirados das unidades onde estavam e transferidos para outras. Também foram fixadas regras mais rígidas para as visitas aos detentos: agora só podem ser feitas por parentes de 1° grau e esposas, desde que seja comprovado o parentesco.
Ataques
Após a operação da Tropa de Choque no Complexo Penitenciário de Pedrinhas no Maranhão, quatro ônibus foram incendiados e uma delegacia foi alvo de tiros em São Luís na noite da sexta-feira (3). O Secretário de Segurança Pública, Aluísio Mendes, confirmou ao G1 que os ataques foram ordenados por detentos do presídio e são uma resposta à ‘moralização’ na seurança do sistema penitenciário.


Homem andava pela rua com a faca na cabeça, diz delegado



O trabalhador rural de Agudos, no centro-oeste de SP, atendido com uma faca cravada na cabeça conseguiu pedir ajuda aos vizinhos mesmo com o objeto alojado no crânio, segundo informações do delegado responsável pelo caso, Jader Biazon. De acordo com ele, o homem foi encontrado consciente e levado Pronto-Atendimento da cidade, onde ainda conversou com os policiais.
"Ele foi encontrado com a faca cravada na cabeça no meio da rua. Andava normalmente e pedia socorro. Os vizinhos levaram a vítima até o pronto-socorro e, durante o trajeto, ele alegou que não se lembrava do que havia acontecido", disse Biazon.

O homem foi, então, encaminhado ao Hospital de Base de Bauru (SP), como vítima de agressão. Segundo informações da assessoria de imprensa da Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp), o paciente passou por uma cirurgia na segunda-feira (6) para retirar a faca e está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), entubado e sedado. Ainda segundo a Famesp, o procedimento foi realizado com sucesso.

Líderes de facções criminosas presos no Maranhão serão transferidos para presídios federais

 Brasília – Líderes e integrantes de facções criminosas maranhenses – presos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís (MA) – serão transferidos para presídios federais nos próximos dias. A informação foi confirmada pelo secretário de Segurança Pública do Maranhão, Aluísio Mendes, em entrevista à Rádio Nacional da Amazônia.
A transferência foi proposta pelo governo federal, via Ministério da Justiça, depois que criminosos impuseram o pânico entre moradores da capital maranhense. “A governadora [Roseana Sarney] aceitou de pronto a oferta do ministro da Justiça [José Eduardo Cardozo] e inicialmente se falou sobre 25 vagas, que foram as disponibilizadas. O governo já está trabalhando na seleção dessas lideranças que serão transferidas para os presídios federais”, disse o secretário.
Na última sexta-feira (3), homens armados atearam fogo em ao menos quatro ônibus. A ordem, segundo o governo maranhense, partiu do interior do Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Cinco pessoas que estavam em um dos veículos ficaram feridas, entre elas Ana Clara Santos Sousa, de 6 anos, que morreu nesta madrugada, em decorrência das queimaduras.
De acordo com as autoridades estaduais, os ataques a ônibus e delegacias de polícia são uma resposta dos criminosos às mudanças impostas pela polícia no interior da penitenciária, onde, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ao menos 60 presos foram mortos ao longo de 2012. As novas regras e a intensificação nas revistas têm o objetivo de reduzir a violência na unidade. Tropas da Força Nacional foram deslocadas para ajudar na operação, o que não impediu que mais dois presos fossem mortos na última quinta-feira (2), véspera dos ataques aos ônibus e delegacias.
Com a decisão de aceitar a oferta federal, o governo estadual deverá entregar ao Poder Judiciário a relação com o nome dos detentos que deverão ser transferidos para presídios federais de outros estados. Em seguida, a Vara de Execuções Penais deverá notificar ao Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça.

Segundo o Ministério da Justiça, por razões de segurança, não pode detalhar o processo de transferência. A União tem quatro presídios federais de segurança máxima em Campo Grande (MS), Mossoró (RN), Porto Velho (RO) e Catanduvas (PR). Segundo o ministério, atualmente, 60% das vagas estão ocupadas, o que corresponde a cerca de 500 do total de 832.

Anderson Silva posta foto fazendo fisioterapia

A recuperação de Anderson Silva está acontecendo mais rápido do que o esperado. Nesta segunda-feira (06), o lutador utilizou o Instagram para publicar uma foto em que aparece fazendo fisioterapia. Ele agradeceu o apoio dos fãs e garantiu que ficará bem. "Muito obrigado pelo carinho de todos. Vou ficar bom. Eu prometo a vocês que vou" disse ele, através da rede social. Depois de fraturar a tíbia e a fíbula da perna esquerda na luta contra Chris Weidman, que valia o cinturão dos pesos médios no UFC, Anderson passou por uma cirurgia e já está no período de recuperação. Na última semana, ele já recebeu alta do hospital e apareceu, ao lado de seus familiares, usando muletas. A previsão é que 'Spider' volte a treinar em um período de 3 e 6 meses.