Se
as relações da governadora Roseana Sarney com militares e bombeiros já não eram
das melhores, podem ficar pior, depois que foram verificados cortes de
benefícios nos contracheques do mês de abril. Diversos policiais e bombeiros já
postaram denúncias em suas páginas no facebook, onde manifestam revolta contra
essa atitude ditatorial da governadora.
Os
cortes foram de gratificações, vale alimentação e vale transporte. Os descontos
chegam a R$ 590,00. O PM Valdir Fontenele, ao fazer a denúncia, diz que vai ser
muito difícil pagar as contas, colégio e garantir alimentação de duas filhas.
Com o que foi retirado do seu contracheque, sobrou apenas R$905,00. A situação
é tão crítica que o PM ameaça pedir esmolas para pagar as contas do mês.
“Sou
obrigado a ter que pedir esmolas na praça a fim de levantar alguns trocados
para compra de alimentos para minha família. Peço aos meus amigos que não me
critiquem quando me virem na praça pedindo esmolas. Digam que aquele homem e um
policial que a governadora Roseana Sarney que mata ele e sua família de fome”,
afirma o policial.
O policial Elison, também no facebook, diz que a governadora deu um golpe na
categoria, relembrando os tempos da ditadura, ao não cumprir o acordo que foi
firmado para que a categoria encerrasse a última greve.
“Roseana
Sarney, além de dar um golpe na categoria, com ato que relembra tempos da
ditadura militar, manda descontar verbas dos participantes da greve da Polícia
Militar do Estado, deixando muitas famílias sem o mantimento do mês”, diz.
Essas
medidas de retaliação aos PMs e bombeiros podem acirrar, ainda mais, os ânimos
da tropa. Uma nova paralisação não está descartada. Na próxima quarta-feira(30)
vai ser realizada uma nova Assembleia Geral para discutir o não-cumprimento do
acordo e esses descontos indevidos nos contracheques da categoria. Até parece
que o governo está pedindo mais uma paralisação de PMs e bombeiros. Pode vir
chumbo grosso por aí.


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