O entregador de
frangos, Márcio Ronny da Cruz, de 37 anos, uma das vítimas dos ataques a ônibus
na capital, em janeiro, já está em casa, no bairro São José dos Índios, em São
José de Ribamar. O homem, que ficou conhecido como "o heroi dos
ataques", disse que não guarda nenhum rancor dos criminosos envolvidos no
incêndio do ônibus em que ele estava e que o deixou com mais de 70% do corpo
queimado.
"Felizmente não tenho nenhum rancor dessas pessoas. Sei que, apesar de tudo, eles não tinham a intenção de matar ou deixar alguém ferido. Rezo para que Deus faça com que eles se arrependam do que eles fizeram. É só o que posso fazer", disse Márcio.
"Felizmente não tenho nenhum rancor dessas pessoas. Sei que, apesar de tudo, eles não tinham a intenção de matar ou deixar alguém ferido. Rezo para que Deus faça com que eles se arrependam do que eles fizeram. É só o que posso fazer", disse Márcio.
Márcio Ronny da Cruz recebeu a
reportagem de O Imparcial, na manhã desta segunda-feira (14) e falou sobre a
recuperação e as memórias que tem a respeito da noite do dia 3 de janeiro deste
ano, quando teve 75% do corpo queimado na tentativa de salvar duas crianças de
um ônibus em chamas, durante os atentados na capital.
Márcio está na casa da mãe, no bairro
São José dos Índios, em São José de Ribamar, até que recupere sua autonomia
para poder retomar as atividades e ao convívio da mulher e dos cinco filhos.
O vendedor de frangos chegou em São
Luís na madrugada de ontem, acompanhado dos familiares. Ele recebeu alta na
última sexta, do Hospital de Queimados de Goiânia, onde se tratava há
aproximadamente três meses. Segundo a família, Márcio ainda está bastante
debilitado e com a saúde frágil, mas consciente e otimista. “Agora ele precisa
descansar e prosseguir com o tratamento e nós estaremos aqui para dar toda
ajuda e apoio a ele”, disse a dona de casa Neliete da Cruz Nunes, 39 anos, irmã
do entregador.
O dia do ataque
Quando ocorreram os ataques, Márcio Ronny retornava do trabalho para casa. O ônibus em que estava, da linha Vila Sarney Filho, foi incendiado e entre os atingidos estavam Ana Clara Santos Sousa, de seis anos, que veio a falecer dias depois. Márcio se abraçou à menina que estava em chamas e também saiu ferido. Ana Clara teve mais de 90% do corpo queimado. As outras vítimas foram Juliane Carvalho Santos, 22 anos (mãe de Ana Clara), Lorrane Beatriz, de um ano e cinco meses (irmã de Ana Clara) e Abyancy Silva Santos, 35 anos. Márcio se submeteu a várias cirurgias para retirada e enxerto de pele e passou cerca de um mês internado.
Quando ocorreram os ataques, Márcio Ronny retornava do trabalho para casa. O ônibus em que estava, da linha Vila Sarney Filho, foi incendiado e entre os atingidos estavam Ana Clara Santos Sousa, de seis anos, que veio a falecer dias depois. Márcio se abraçou à menina que estava em chamas e também saiu ferido. Ana Clara teve mais de 90% do corpo queimado. As outras vítimas foram Juliane Carvalho Santos, 22 anos (mãe de Ana Clara), Lorrane Beatriz, de um ano e cinco meses (irmã de Ana Clara) e Abyancy Silva Santos, 35 anos. Márcio se submeteu a várias cirurgias para retirada e enxerto de pele e passou cerca de um mês internado.


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