Durante
toda a semana o Maranhão vai receber visitas de senadores e da
presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais da Justiça, Cidadania,
Direitos Humanos e Administração Penitenciária (Consej), para buscar soluções
para a crise no sistema penitenciário maranhense. Também durante esta semana
serão apresentados os resultados do Comitê Gestor de Ações Integradas do
Governo do Maranhão, que se reuniu pela primeira vez na sexta-feira (10).
A agenda começa nesta segunda-feira (13), quando
parlamentares da Comissão de Direitos Humanos do Senado fazem visita programada
para 12h30 no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luis. Os senadores
também terão encontros com autoridades, entre as quais a governadora Roseana
Sarney (PMDB).
Na quarta-feira (15), a secretária de Justiça do Paraná,
Maria Tereza Uille Gomes, deve vir ao Maranhão para conversar com a governadora
Roseana Sarney (PMDB) sobre a situação das carceragens dos presídios estaduais
do estado.
Após a primeira reunião, o Comitê Gestor de Ações
Integradas do Governo do Maranhão - criado para combater a crise no sistema
penitenciário estadual – definiu que os primeiros resultados dos núcleos de
trabalho devem ser apresentados na próxima sexta-feira (17).
Comitiva de
senadores
Parlamentares da Comissão de Direitos Humanos do Senado programaram para segunda-feira (13) uma "diligência" no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luis. Às 12h30, o grupo visitará Pedrinhas, centro da crise do sistema prisional do Maranhão. Os senadores também devem se encontrar com autoridades, entre as quais a governadora Roseana Sarney (PMDB).
Parlamentares da Comissão de Direitos Humanos do Senado programaram para segunda-feira (13) uma "diligência" no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luis. Às 12h30, o grupo visitará Pedrinhas, centro da crise do sistema prisional do Maranhão. Os senadores também devem se encontrar com autoridades, entre as quais a governadora Roseana Sarney (PMDB).
Além da visita ao presídio, os senadores participarão às
10h de uma reunião na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB); às 14h30,
terão encontro com membros do Ministério Público do Maranhão; às 16h, com a
presidente do Tribunal de Justiça, Cleonice Silva Freire; e, às 17h, audiência
com a governadora.
A comitiva do Senado no Maranhão reunirá pelo menos a
presidente da comissão, Ana Rita (PT-ES), o vice, João Capiberibe (PSB-AP) e
Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), senadores que tinham confirmado presença até essa
sexta.
Visita
secretária de Justiça do PR
A secretária de Justiça do Paraná, Maria Tereza Uille Gomes, deve vir ao Maranhão na quarta-feira (15), para conversar com a governadora Roseana Sarney (PMDB), sobre a situação das carceragens dos presídios estaduais do estado. De acordo com a assessoria da secretária, o pedido de auxílio partiu da governadora maranhense, que busca uma solução para a crise no sistema carcerário local.
A secretária de Justiça do Paraná, Maria Tereza Uille Gomes, deve vir ao Maranhão na quarta-feira (15), para conversar com a governadora Roseana Sarney (PMDB), sobre a situação das carceragens dos presídios estaduais do estado. De acordo com a assessoria da secretária, o pedido de auxílio partiu da governadora maranhense, que busca uma solução para a crise no sistema carcerário local.
Maria Tereza é presidente do Conselho Nacional de
Secretários Estaduais da Justiça, Cidadania, Direitos Humanos e Administração
Penitenciária (Consej). Entre as ações implantadas por ela nos três anos à
frente da pasta, está a redução da população carcerária no estado.
Comitê
Após a primeira reunião, o Comitê Gestor de Ações Integradas do Governo do Maranhão - criado para combater a crise no sistema penitenciário estadual – definiu que os primeiros resultados dos núcleos de trabalho devem ser apresentados na próxima sexta-feira (17). A informação foi confirmada ao G1 pela Secretaria de Comunicação do Estado, que por questões estratégicas, não divulgou as atividades que serão realizadas durante a próxima semana.
Após a primeira reunião, o Comitê Gestor de Ações Integradas do Governo do Maranhão - criado para combater a crise no sistema penitenciário estadual – definiu que os primeiros resultados dos núcleos de trabalho devem ser apresentados na próxima sexta-feira (17). A informação foi confirmada ao G1 pela Secretaria de Comunicação do Estado, que por questões estratégicas, não divulgou as atividades que serão realizadas durante a próxima semana.
"Uma ação complementa a outra. E nós criamos
equipes, e cada equipe vai tomar conta de uma ação, pois elas são específicas
de cada área, é como se fosse um mutirão de trabalho para darmos uma resposta
imediata", afirmou Roseana Sarney (PMDB).
Crise penitenciária no estado
No dia 9 de outubro, uma rebelião na Casa de Detenção (Cadet) do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís (MA), deixou nove mortos e vinte feridos. No dia seguinte (10), o governo do Estado decretou estado de emergência no sistema prisional do Maranhão.
No dia 9 de outubro, uma rebelião na Casa de Detenção (Cadet) do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís (MA), deixou nove mortos e vinte feridos. No dia seguinte (10), o governo do Estado decretou estado de emergência no sistema prisional do Maranhão.
No dia 14 de outubro, a Força Nacional chegou em São Luís para
reforçar a segurança nos presídios da capital.
No dia 14 de novembro, a Organização dos Estados Americanos (OEA) pediu providências ao
Estado para evitar
mais assassinatos dentro dos presídios maranhenses. No site, a Comissão
Interamericana de Direitos Humanos manifesta preocupação pelo alto número de
mortes violentas em presídios do Estado. Na época, 47 detentos haviam morrido
no sistema penitenciário.
No dia 17 de dezembro, uma briga entre integrantes de uma mesma facção crimonosa deixou
quatro mortos - três decapitados - e cinco feridos no Centro de Detenção
Provisória (CDP) do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís.
No dia 19 de dezembro, a Organização dos Estados Americanos (OEA) solicitou ao governo
brasileiro, por meio de uma medida cautelar da Comissão
Interamericana de Direitos Humanos, que adote medidas para evitar mais mortes
no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, no Maranhão.
No dia 27 de dezembro, o relatório de inspeção nos estabelecimentos prisionais do
Maranhão foi enviado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ),
assinado pelo juiz Douglas de Melo Martins confirmando a ‘precariedade do
sistema prisional maranhense’.
No dia 2 de janeiro de 2014, dois presos foram
encontrados mortos em Pedrinhas. Em 2013, de acordo com o relatório do CNJ 60
detentos morreram nos presídios do Maranhão.
Após operação da Tropa de Choque da Polícia Militar no
Complexo Penitenciário de Pedrinhas no Maranhão, quatro ônibus foram incendiados e duas delegacias foram alvo de
tiros em São Luís
na noite de sexta-feira (3). O secretário de Segurança Pública, Aluísio Mendes,
disse que os ataques foram ordenados por detentos do presídio.
Cinco pessoas ficaram feridas por conta dos ataques a
ônibus na Vila Sarney Filho. A menina Ana Clara, de 6 anos, não resistiu às
queimaduras que sofreu e morreu na manhã de segunda-feira (6). Ela teve mais de
90% do corpo queimado no ataque. A mãe, Juliane Carvalho Santos, e sua irmã,
também ficaram feridas. Em estado grave, mas estável, Juliana foi transferida
do Maranhão para tratamento em Brasília-DF. A irmã de Ana Clara, Lorane
Beatriz, de 1 ano e meio, está internada em um hospital infantil na capital
maranhense e não corre risco de morte.
Outro paciente em estado grave, mas também estável,
Márcio Ronny da Cruz, teve queimaduras em 72% do corpo. Ele foi transferido
para o Hospital Geral de Goiânia, considerado referência no tratamento de
queimados no país. Em tratamento em São Luís, a
quinta vítima do ataque ao ônibus, Abyancy Silva Santos, que teve 10% do corpo
queimado, não corre risco de vida e pode receber alta na terça-feira (14).
Na quarta-feira (8), a Organização das Nações Unidas (ONU) pediu que o Brasil apure as
recentes violações de direitos humanos e os atos de violência que ocorreram nos
presídios do Maranhão, em
especial no Complexo de Pedrinhas. No mesmo dia, o governo federal prorrogou até 23 de fevereiro a presença da
Força Nacional de
Segurança nos presídios do Maranhão. Inicialmente, as tropas permaneceriam no
estado até 25 de dezembro.
No dia seguinte, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, anunciou em São Luís
a elaboração de um plano emergencial para tentar diminuir a violência no
sistema carcerário do estado. Ao todo, serão 11 medidas. Entre elas, está a
criação de um comitê gestor, gerido pela governadora Roseana Sarney e
supervisionado pelo governo federal, que prevê ações integradas entre
Executivo, Legislativo e Judiciário.
No dia 10 de janeiro, deputados estaduais membros da comissão de Direitos Humanos da
Assembleia Legislativa do Maranhão afirmam não ter conseguido visitar algumas
das instalações que fazem parte do Complexo Penitenciário de Pedrinhas.
Segundo os deputados, a Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária
(Sejap) não autorizou a visita porque não teria sido previamente avisada.

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