Páginas

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Impasse adia decisão no novo CPC sobre prisão de devedor de pensão alimentícia



O Plenário da Câmara dos Deputados não conseguiu votar nesta quarta-feira a mudança do regime de prisão, para o semiaberto, do devedor de pensão alimentícia.
Esse é um dos pontos polêmicos do projeto do novo Código de Processo Civil (Novo CPC - PL 8046/10), e a previsão era que o tema fosse discutido hoje.
A sessão foi encerrada antes de chegar à pensão alimentícia por conta do impasse em torno de um ponto anterior do texto, questionado pelo PPS. O partido quer mudar a regra para os efeitos das decisões prejudiciais – aquelas que não tratam do mérito da ação, mas são tomadas no curso do processo.
Pelo projeto, essas questões prejudiciais só afetam o que está sendo pleiteado no processo, não podendo ser extrapoladas. O PPS quer voltar ao texto da comissão especial, que dá força de lei a algumas questões prejudiciais, ampliando seu alcance.
Efeito amplo da decisão
Por exemplo, de acordo com o projeto, se o juiz declarar a paternidade do acusado como questão prejudicial em um processo de pensão alimentícia, a paternidade só será reconhecida para fins de pensão alimentícia. Ou seja, não valerá para outros direitos que não estão sendo pedidos na ação, como o registro da criança no cartório ou sua inclusão como dependente em plano de saúde, por exemplo.
Para pedir que a decisão tenha efeito amplo, é necessário ingressar com uma ação declaratória incidental. O PPS, no entanto, quer que a decisão tenha efeito amplo, desde que tenha sido tomada ouvindo as partes e o juiz for competente para isso.
Mas os defensores do projeto atual ressaltam que dar efeito amplo a todas as questões prejudiciais pode gerar uma cascata de recursos e acabar virando uma manobra para atrasar o trâmite da ação.
Nova negociação
O relator do projeto, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), e o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), vão negociar uma nova redação para o dispositivo antes que a votação for retomada. Assim, não há previsão para a votação do destaque sobre a pensão alimentícia.
Dez testemunhas por ação
Na sessão de hoje, o Plenário rejeitou dois destaques apresentados ao novo CPC. Com isso, foram mantidos no texto o limite de dez testemunhas por ação, sendo no máximo três para a prova de cada fato, e a chamada remessa necessária, regra segundo a qual as decisões em que o governo for perdedor ou decisões contra execução fiscal são enviadas à instância superior, independentemente de recurso, e só poderão valer se confirmadas por um tribunal de segunda instância.
Para Paulo Teixeira, essa regra é fundamental para os municípios poderem tocar os processos. “Essa remessa necessária é uma defesa da sociedade, já que os municípios não tem corpo jurídico capaz de fazer a sua defesa e o processo terá de ser submetido a uma revisão”, disse.
Pensão alimentícia
O texto aprovado amplia de três para dez dias o prazo que o devedor tem para justificar a dívida e determina que o inadimplente seja preso inicialmente em regime semiaberto – em que ele trabalha durante o dia e passa a noite preso.
O regime fechado só será usado para reincidentes e, nos dois casos, a prisão poderá ser convertida em prisão domiciliar se não for possível separar o devedor dos outros presos. 

Críticas da bancada feminina
A bancada feminina criticou essa mudança e defendeu que seja mantida a regra atual, que dá ao devedor três dias para quitar a dívida, ou justificar a ausência do pagamento, e submete o inadimplente à prisão em regime fechado. Foram apresentados oito destaques para mudar o projeto.
Paulo Teixeira espera fechar um acordo em torno de uma emenda que mantém os três dias e a prisão em regime fechado, mas garante que o devedor seja separado dos presos comuns. A emenda também determina que a dívida seja protestada em cartório, o que vai permitir a inclusão do nome do inadimplente em serviços de proteção ao crédito, como Serasa e SPC.
O texto base do novo CPC foi aprovado no final do ano passado. Criado por uma comissão de juristas em 2009, e já aprovado no Senado, o projeto tem como objetivo acelerar a tramitação das ações cíveis. Para isso, elimina formalidades e recursos, aposta na conciliação e cria mecanismos para lidar com ações coletivas e ações repetitivas.

Ex-prefeito de Peri Mirim é condenado a devolver mais de 1,8 milhão

O ex-prefeito do município de Peri Mirim, Afonso Pereira Lopes, foi condenado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE/Ma), durante sessão plenária realizada nesta quarta-feira (19), a devolver ao erário mais de R$ 1,8 milhão, além do pagamento de multas que, juntas, somam o valor de R$ 239 mil.
A condenação é referente ao julgamento irregular das prestações de contas do ex-prefeito referentes ao exercício financeiro do ano de 2009. Afonso Pereira teve julgadas irregulares as contas do Fundo Municipal de Saúde, Fundo Municipal de Assistência Social, Fundeb e da Administração Direta. Foram detectados inúmeros problemas de ordem orçamentária e financeira que resultaram no julgamento irregular das prestações.
Na sessão desta quarta, a Corte de Contas também julgou irregulares as prestações de contas dos ex-prefeitos José Creomar de Mesquita Costa (São Benedito do Rio Preto) e Antônio Rodrigues de Melo (Satubinha).
José Creomar foi condenado a devolver ao erário mais de R$ 1 milhão, além do pagamento de multas nos valores de R$ 108 mil, R$ 46 mil, R$ 28 mil, R$ 26 mil, R$ 32 mil, R$ 10 mil e R$ 4 mil. Ele teve julgadas irregulares as prestações de contas do exercício de 2010 referentes a Administração Direta, Fundo Municipal de Saúde, Fundo Municipal de Assistência Social e Fundeb.
Já Antônio Rodrigues foi condenado ao pagamento de multas que, juntas, somam o valor de R$ 219 mil. Ele teve julgadas irregulares as prestações de contas do Fundeb, Fundo Municipal de Saúde e Fundo Municipal de Assistência Social, todas referentes ao exercício financeiro de 2010.
Também tiveram as prestações de contas julgadas irregulares os ex-presidentes de Câmaras Municipais Regis Amador Farias (Santana do Maranhão, exercício financeiro de 2009, com multas de R$ 20 mil e R$ 10 mil); e Raimundo Nonato Cândido Costa (Pio XII, exercício financeiro de 2010, com débito de R$ 52 mil e multa de R$ 37 mi.


Homem é baleado em tentativa de assalto no Cohatrac

A violência continua fazendo vítimas na grande São Luís. Na noite desta terça-feira,(18), um jovem foi baleado na perna, no bairro do Cohatrac. Segundo a vítima, ele estava com amigos em uma das ruas do Cohatrac IV, quando chegaram dois homens numa moto anunciando o assalto. Todos ficaram muito assustados e saíram correndo. Durante a ação, um dos rapazes foi baleado na perna. O rapaz foi hospitalizado e não corre risco de morte.

Comissão do Senado rejeita proposta para reduzir maioridade penal


A CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado rejeitou nesta quarta-feira (19) uma proposta que determina a redução de 18 para 16 anos a maioridade penal para crimes hediondos.
A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 33 de 2012 estabelecia que jovens de 16 a 18 anos poderiam cumprir penas equivalentes às dos adultos em crimes como tortura, terrorismo, tráfico de drogas, desde que haja um parecer do promotor da infância e autorização da Justiça.
A maioridade penal atualmente está fixada em 18 anos. Com isso, menores não podem responder como adultos pela prática de crimes, sendo punidos apenas com medidas socioeducativas.
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) apresentou voto em separado pela rejeição da PEC. Segundo ele, a redução da maioridade penal fere direitos e garantias individuais estabelecidos como cláusula pétrea pela Constituição .
O relator da proposta, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), recomendava a aprovação da PEC 33, de autoria do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), e a rejeição das demais. Tramitam na Casa mais cinco propostas sobre o tema, que foram rejeitadas com a proposta.
Em junho do ano passado, pesquisa da CNT (Confederação Nacional dos Transportes) em conjunto com o instituto MDA mostrou que 92,7% dos brasileiros são a favor da redução da maioridade penal, atualmente de 18 anos, para 16. Outros 6,3% são contra e 0,9% não opinaram.

Histórico

A redução da maioridade penal voltou ao noticiário em abril de 2013, quandoo universitário Victor Hugo Deppman, 19, foi assassinado em frente ao prédio onde morava, em São Paulo, supostamente por um adolescente de 17 anos --que completou 18 anos poucos dias depois.
Em seguida, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), levou ao Congresso Nacional projeto de aumentar o rigor na punição a menores que cometeram crimes hediondos. O projeto, no entanto, não pedia a redução da maioridade penal. 
"Este é um clamor da sociedade a que precisamos dar uma resposta", afirmou o governador paulista à época.

MARANHÃO RICO! Deputados almentão salario de governador, e verba idenizatória




























 A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Assembleia Legislativa do Maranhão (AL-MA) aprovou, na manhã de terça-feira (18), reajuste do salário de governador, vice-governador e secretários de estado para o exercício de 2014, de acordo com o Projeto de Lei Ordinária n.º 326/2013.
Pelo projeto, o salário de governador aumenta para R$ 15.409,95 e o de vice para R$ 13.747,26 a partir no dia 1º de janeiro deste ano. Já os secretários terão reajuste para R$ 10.800,00. O documento também garante pagamento do 13º salário com o valor atual já neste ano.
A CPJ da Assembleia Legislativa é composta pelos deputados Jota Pinto (PEN), Manoel Ribeiro (PTB), Othelino Neto (PCdoB) e Francisca Primo (PT).

A Assembleia Legislativa publicou, na terça-feira (18), uma resolução administrativa que prevê aumento nas verbas indenizatórias de exercício parlamentar e de ajuda de gabinete de cada deputado estadual, de acordo com o Diário Oficial da instituição. O reajuste foi aprovado dez meses depois do aumento do auxílio-moradia, que subiu de R$ 2.200,00 mil para R$ 2.850,00 mil em abril do ano passado.


Segundo a a resolução administrativa n.º 114/2014, a verba indenizatória de exercício parlamentar teve reajuste de R$ 16.261,95 para R$ 17.523,85 (diferença de R$ 1.261,90) e a de ajude de gabinete subiu de R$ 19.400,16 para 20.905,65 (diferença de R$ 1.505,49).
No ano passado, a resolução n.º 383/2013 já havia aumentado a verba indenizatória de exercício parlamentar de R$ 15 mil para R$ 16.261,95 e a de ajuda de gabinete de R$ 17.894,67 para R$ 19.400,16.
Os benefícios são recebidos mensalmente pelos 42 deputados que compõem a assembleia maranhense. A medida prevê aumento de R$ 33.208,62 no orçamento anual de cada parlamentar, totalizando R$ 1.394.764,56.




Flávio lidera com mais de 38% e Luís Fernando despenca, em São Luís

O pré-candidato ao governo Flávio Dino (PCdoB) tem 38,1% das intenções de votos do eleitorado de São Luís, segundo pesquisa realizada pelo Instituto DataM, entre os dias 13 e 15 de fevereiro e registrada  no TSE sob protocolo MA-00004/2014.
A deputada Eliziane Gama (PPS) aparece em segundo com 17,5%, enquanto o pré-candidato da família Sarney, Luís Fernando (PMDB) tem apenas 9,4%. Hilton Gonçalo (PDT) aparece com 0,1%. Zé Luis Lago e Pedrosa não pontuaram. 10% do eleitorado não responderam e 24,8% não optaram por nenhum dos nomes apresentados na lista.
O desempenho do secretário de Roseana Sarney é pífio para quem tem a máquina do estado à disposição, há mais de três anos. Apesar de toda a campanha midiática promovida pelo sistema de comunicação da família Sarney, Luís Fernando ostenta os maiores índices de rejeição.
O ex-prefeito de São José de Ribamar é rejeitado por 29,7%.
Flávio Dino possui apenas 13,9% de rejeição. Gonçalo não seria votado por 9,4%. Pedrosa tem 9,2% de rejeição e Eliziane Gama 6,9%.
SENADO
Na disputa pelo Senado, Roberto Rocha lidera com 23,7% das intenções de votos. A governadora Roseana Sarney aparece em segundo com apenas 15%, seguida por Haroldo Sabóia com 9,5% e Domingos Dutra 9,1%. 29,6% responderam que não votariam em nenhum deles, enquanto 13,1% não sabem/não responderam.
O DataM entrevistou 800 eleitores. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos e o intervalo de confiança estimado é de 95%.


Câmara decide obstruir e adia votação de veto sobre novos municípios

Com receio do baixo quórum entre os senadores, as bancadas da Câmara dos Deputados lançaram mão da obstrução e adiaram a votação do veto da presidente Dilma Rousseff ao projeto que regulamenta a criação de municípios (PLP 416/08). A sessão foi acompanhada por manifestantes a favor da criação de novos municípios que, das galerias do Plenário, cobraram a derrubada dos vetos.
Um dos articuladores da manobra para adiar a votação, o deputado Danilo Forte (PMDB-CE) explicou que o baixo número de senadores daria vitória ao governo, já que não seria possível angariar os 41 votos necessários para derrubar o veto. “Para manter viva esta matéria, para não enterrar esta discussão e postergar por dois ou quatro anos com a discussão de um novo projeto, vamos derrubar a sessão e discutir este tema na próxima sessão do Congresso”, explicou Forte.
A obstrução foi seguida pela maioria dos partidos, deixando apenas o PT na defesa da votação do veto ainda nesta terça-feira. A nova data de votação será definida pelo presidente do Congresso, senador Renan Calheiros, mas alguns parlamentares defenderam que ela seja realizada na próxima terça-feira (25).
O líder do governo no Senado, senador José Pimentel (PT-CE), lamentou. “O governo queria votar, garantiu o quórum no início dos trabalhos, mas os partidos na Câmara impediram a votação”, disse. Ele não quis comentar sobre a estratégia do governo diante do impasse ou se o governo aproveitaria o tempo para costurar melhor um acordo em torno de um novo projeto. “Cada dia com sua pauta”, afirmou.
Expectativa de votação
Entre os líderes da Câmara, a sensação é de que o veto certamente seria derrubado pelos deputados, mas não havia certeza em relação ao voto dos senadores. Como o projeto é de autoria do Senado, a votação começa pelos senadores. Se o veto for mantido no Senado, os deputados sequer são chamados a voto.
Desde o começo da tarde, os líderes de grandes bancadas na Câmara, como o PMDB e PSD, defenderam abertamente a derrubada do veto. O líder do PSD, deputado Moreira Mendes (RO), disse que as bancadas governistas racharam sobre o tema durante a reunião de líderes da base.
Novo projeto
Ao mesmo tempo, o governo procurou fechar no Senado um acordo em torno de um novo projeto de lei, que tenha critérios específicos para a criação de municípios em cada região. O líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), defendeu a nova proposta.
“A lei vetada é mais restritiva que a lei anterior, o que é um avanço. Ao mesmo tempo, ela iguala situações distintas – uma coisa são os estados do Sul e Sudeste, outra de outras regiões. Então, a discussão que se faz quer ajustar esta concepção”, explicou Chinaglia.

Defesa dos municípios
Em Plenário, os discursos foram todos a favor da derrubada do veto, tanto entre senadores quanto entre deputados. A maioria dos que subiram à tribuna representam estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que seriam os mais beneficiados com a nova legislação.
O autor do projeto, senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), disse que o texto é moralizador e foi amplamente negociado com o Palácio do Planalto. "Foram 12 anos de tramitação", declarou.
Relator do projeto no Senado, o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) também defendeu a derrubada do veto. Ele disse que a proposta não terá tanto impacto nas contas públicas quanto imagina o governo.
Já o deputado Armando Vergílio (SDD-GO) disse que não se pode negar a distritos com grande população a possibilidade de se emancipar. "O projeto traz critérios específicos para cada região", ressaltou.
Para o deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE), trata-se de devolver aos estados o poder de decidir sobre a criação e a fusão de municípios. "Na Constituição, trouxeram dos estados para a União esse poder de deliberar sobre a emancipação de municípios."
Por sua vez, o deputado José Augusto Maia (Pros-PE) disse que, se o projeto estivesse em vigor há mais tempo, cerca de 2.500 municípios não teriam sido criados. "Estamos devolvendo critérios rígidos", disse.
Para o senador Mário Couto (PSDB-PA), o governo não sabe escolher as suas prioridades. "O governo vetou o projeto porque não tem mais dinheiro para investir nos municípios, mas aceitou gastar milhões na Copa do Mundo", criticou.