Não satisfeita em cometer
apenas um crime, o atentado contra a democracia de sua última capa, com uma
denúncia sem provas contra a presidente Dilma Rousseff às vésperas do segundo
turno, Veja infringiu a lei novamente. E pode ser punida, agora, em R$ 500 mil
por hora. O motivo: a empresa da família Civita se negou a cumprir o direito de
resposta, nos termos fixados pelo ministro Admar Gonzaga, do Tribunal Superior
Eleitoral – e, ainda por cima, ironizou o juiz. (leia mais aqui).
O pedido de multa foi apresentado ao TSE, neste domingo, pelo procurador-geral eleitoral, Eugênio Aragão. “Além do
evidente menoscabo para com a Justiça Eleitoral, minimizando os efeitos da
decisão liminar concedida, ao não divulgá-la na forma determinada
judicialmente, a inserção do link no espaço destinado ao direito de resposta,
denominado ‘Resposta do direito’, consubstancial, na verdade, reforço da ofensa
que se visava reparar”, explicou o procurador-geral eleitoral.
“A revista traduz inequívoco descumprimento de decisão judicial,
temperada de ingrediente de escárnio e menosprezo à autoridade da decisão
emanada deste TSE, o que desafia medidas mais rigorosas e enérgicas com vistas
ao seu efetivo cumprimento”, defendeu Aragão.
O crime cometido por Veja tem três responsáveis diretos: o
empresário Giancarlo Civita, principal acionista da Editora Abril, o executivo
Fábio Barbosa, que a preside, e o jornalista Eurípedes Alcântara, diretor de
Redação de Veja.

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