Apesar
da presença do reforço de 80 homens da Força Nacional (FN) – que estão em São
Luís (MA) atuando nas ruas, em conjunto com a Polícia Militar (PM), desde
sexta-feira (26) –, criminosos retomaram, no fim da manhã de hoje (1º), os
ataques a ônibus na capital maranhense.
Ao menos dois ônibus foram incendiados – um deles, apenas
parcialmente –, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário
do Estado do Maranhão (Sttrema). Ninguém ficou ferido.
Os ônibus começaram a ser recolhidos às garagens no início desta
tarde, por ordem das empresas. A direção do sindicato dos motoristas se reuniu
às 14h.
Os ataques de hoje ocorreram nos bairros Recanto dos Vinhais e
Piquizeiro. O Jornal Pequenoapurou que as ações estariam
sendo comandadas de dentro do Complexo Prisional de Pedrinhas, de onde vários
presos estão sendo transferidos para uma nova prisão (Presídio São Luís 3).
A suspensão de visitas em duas unidades do complexo, no sábado
(27), e a limitação das visitas às dependências das quadras de esporte, hoje,
também teriam desagradado os presos.
Dois irmãos, suspeitos de incendiar o ônibus no Recanto do
Vinhais, foram presos, segundo informou o coronel Marco Antônio Alves,
comandante do Policiamento Metropolitano 2. Eles foram identificados como
Gilvan Delgado Sousa, 20 anos, e Alan Delgado Sousa, 19.
OUTROS ATAQUES – Na tarde do dia 20, bandidos já haviam
ateado fogo em seis ônibus em bairros de São Luís e numa van do transporte
alternativo, em São José de Ribamar (cidade vizinha à capital), o que fez com
decidisse paralisar a circulação dos ônibus e mandasse os motoristas recolher
os veículos para as garagens.
No domingo (21) e na madrugada de segunda-feira (22), os
criminosos voltaram a agir, queimando quatro ônibus – três deles estacionados
na garagem de uma empresa – e seis carros.
O Fórum da Raposa (município localizado a 24 km de São Luís)
também foi atacado a tiros, na madrugada do dia 22, por dois homens que
ocupavam uma moto, segundo informaram testemunhas.
ATAQUES DE JANEIRO – Os recentes ataques a ônibus em São Luís
são uma repetição de episódio ocorrido em janeiro, quando ao menos cinco ônibus
foram incendiados na cidade. Delegacias e postos policiais também viraram alvos
de criminosos.
Na época, a polícia obteve provas – por meio de gravações de
telefonemas de líderes de facções que atuam em presídios do Complexo de
Pedrinhas – de que as ordens para os ataques saíram do complexo, motivadas pelo
maior rigor implantado na segurança prisional.
Num dos ataques de janeiro, os bandidos atearam fogo num ônibus
na Vila Sarney Filho (São José de Ribamar) com parte dos passageiros dentro.
Uma menina de 6 anos, Ana Clara Santos Sousa – teve queimaduras de 95% no corpo
e morreu em 6 de janeiro, três dias depois do ataque. Outras quatro pessoas
ficaram feridas no ataque, inclusive a mãe de Ana Clara e sua irmãzinha, de um
ano e meio.




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