A taxa de desemprego em agosto
deste ano ficou em 5%, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), anunciada
hoje (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A
entidade também divulgou hoje as taxas médias completas de julho (4,9%), junho
(4,8%) e maio (4,9%), que haviam sido informadas anteriormente sem os dados de
todas as regiões metropolitanas, devido à greve dos servidores do instituto,
que terminou em agosto.
Normalmente,
a PME é feita em seis regiões metropolitanas: Recife, Salvador, Belo Horizonte,
Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. No entanto, devido paralisação, os
números divulgados em maio, junho e julho não incluíam as taxas de Salvador e
Porto Alegre. Sem os dados das seis capitais, o IBGE não pôde divulgar uma
média nacional.
A taxa
de desocupação de 5% é o menor índice para meses de agosto desde o início da
série histórica, em 2002. Em agosto do ano passado, a taxa havia sido de 5,3%.
Em agosto deste ano, a população desocupada - 1,2 milhão de pessoas, ficou
estável nas comparações com julho deste ano e com agosto do ano passado. Já o
contingente de ocupados - 23,1 milhões, cresceu 0,8% em relação a julho e
manteve-se estável na comparação com agosto de 2013.
O
número de trabalhadores com carteira assinada (11,8 milhões) ficou estável em
ambas as comparações.
Entre
os grupamentos de atividades, na comparação com julho, apenas o ramo da
construção teve aumento da população ocupada (5,1%). Os serviços domésticos
tiveram queda (-3,9%) e as demais atividades mantiveram-se estáveis. Já na
comparação com agosto do ano passado, os serviços domésticos tiveram queda de
7,2%, enquanto as demais atividades mantiveram-se estáveis.

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