A comissão especial que analisa propostas de aumento dos
repasses ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM) –
Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 406/09 e
apensadas – aprovou por unanimidade nesta terça-feira (2) substitutivo do deputado Danilo Forte (PMDB-CE) que
aumenta o percentual da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre
Produtos Industrializados (IPI) destinado ao fundo de 23,5%
para 24,5%.
O aumento de um ponto percentual será
parcelado em duas vezes. A primeira parcela deverá ser repassada em julho de
2015, e a outra metade em julho de 2016.
Para o próximo ano, estão previstos R$
72,8 bilhões de repasses ao FPM do IR e do IPI. O aumento total representa
cerca de R$ 3 bilhões a mais, em relação à arrecadação prevista no projeto da
Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2015.
Atualmente, a Constituição estabelece
para os municípios o percentual de 22,5% do IR e do IPI, além de 1% entregue
nos dez primeiros dias de dezembro, totalizando 23,5% de repasse ao FPM. Com a
proposta, o primeiro percentual sobe para 23,5%.
O relatório de Forte inicialmente previa
o aumento de dois pontos percentuais no repasse, mas, depois de acordo na
comissão, o texto foi alterado.
Vitória pequena
Segundo o relator, o aumento do repasse pelo fundo interrompe um cenário de dificuldades para municípios localizados nas regiões mais pobres do Norte e do Nordeste, mas ainda é pouco.
Segundo o relator, o aumento do repasse pelo fundo interrompe um cenário de dificuldades para municípios localizados nas regiões mais pobres do Norte e do Nordeste, mas ainda é pouco.
"Neste momento, o que temos a
comemorar é uma vitória pequena e irrisória do ponto de vista de toda a
capacidade que os municípios devem exercer com relação às ações de cidadania.
Essas ações se dão nos municípios. É neles que temos as demandas de segurança,
pavimentação, saúde pública, educação, mobilidade. Em todos os segmentos da
vida das pessoas, é nos municípios que se dá a cidadania", ressaltou.
Para o presidente da Confederação
Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Roberto Ziulkoski, a medida tem caráter de
reforma estrutural e possibilita recompor as finanças municipais.
"Se esperarmos mais algum tempo,
quem sabe o governo irá propor outra situação. Então os prefeitos, embora não
satisfeitos, aceitaram o melhor que poderia ter sido feito. É importante
avançar. A proposta é relativamente boa porque ela é estruturante, diferente
das outras propostas que vieram como forma de auxílio. Agora o valor vai fazer
parte da Constituição de forma permanente", disse Ziulkoski. A CNM
defendia o aumento de dois pontos percentuais.
A PEC 406/09 ainda será discutida e
votada no Plenário da Câmara dos Deputados. Se aprovada, irá para o Senado.

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