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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Hoje é dia do Solteiro, 48,1% dos brasileiros estão solteiros


Diante de horas cheias de tarefas e compromissos, muita gente não faz questão de dispensar tempo para relacionamento. Isso mesmo, o compromisso não é a realidade de 48,1% dos brasileiros, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas – IBGE. Ainda segundo a Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio do IBGE, divulgada em 2012, o percentual de pessoas que se declaram solteiras é superior ao de casados – 39,9%. Os dados consideram apenas pessoas acima de 15 anos. Os homens são maioria com 51%, já as solteiras representam 49% da amostragem.
Com tanta gente “disponível” na pista, hoje, dia do solteiro, deve ser muito comemorado. A data não é tão lembrada como o Dia dos Namorados, por exemplo, mas existe, e mesmo não tendo apelo da mídia e do comércio, deve ser lembrado por quem esta só, por opção (sua ou dos outros).
Os solteirões convictos têm um comportamento bem característico de uma pessoa independente e que, mesmo solteira, não fica sozinho. Esta é a realidade do empresário Andersom Andrade, de 35 anos, que há três anos não se relaciona seriamente com ninguém. “No meu caso, acredito que buscamos a felicidade e eu encontrei, sem a necessidade de um relacionamento sério, pois não projeto minha felicidade em outra pessoa”. Para ele, a concretização da carreira também influenciou na decisão de ficar só. “Tenho certeza que o momento de construção de uma carreira influência nesta decisão, até por que cada vez mais precisamos de nos especializar e é isto demanda tempo”, afirma.


O psicólogo Alfredo Barbetta explica que esse é o tipo ideal de solteiro, que não tem justificativas e mantém boas relações. “Esse solteiro, que vive por conta própria, não vai querer depender de ninguém. Ele ou ela é bem resolvido e não se sente carente, porque mesmo longe da família, em alguns casos, ele acaba adotando uma nova família, que são os amigos, então dificilmente ele vai sentir carência”.
O especialista explica também que existem aqueles solteiros que por causa de frustrações de relacionamentos passados, preferem ficar sozinhos. Não por opção, mas por medo.
“A pessoa não estabelece vinculo com ninguém e às vezes não consegue confiar, se dedicar e focar na relação, criando uma defesa. O trauma leva a pessoa a se esquivar com medo de se comprometer e abrir mão da liberdade”, acrescenta Barbetta.
Com 49 anos, a analista em administração Célida Marques está solteira há sete anos. Os dois últimos relacionamentos foram duradouros, ela passou dez anos em um relacionamento e quatro em outro namoro, e desde então decidiu não se relacionar mais com ninguém.


“Eu já namorei, mas decidi viver solteira depois que passei a freqüentar uma igreja evangélica. É uma questão espiritual pra servir a Deus e sou muito mais feliz assim”, pontua.
Mesmo com a insistência dos amigos e familiares, Célida continua firme no propósito de viver solteira.

“Minha mãe queria que eu casasse e até aparecem pessoas interessadas, mas eu não quero. Muitas amigas, que são casadas ou namoram, perguntam por que eu não quero compromisso e eu respondo que gosto de liberdade, ser independente”, finaliza.

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