Diante
de horas cheias de tarefas e compromissos, muita gente não faz questão de
dispensar tempo para relacionamento. Isso mesmo, o compromisso não é a
realidade de 48,1% dos brasileiros, segundo pesquisa realizada pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatísticas – IBGE. Ainda segundo a Pesquisa
Nacional de Amostra por Domicílio do IBGE, divulgada em 2012, o percentual de
pessoas que se declaram solteiras é superior ao de casados – 39,9%. Os dados
consideram apenas pessoas acima de 15 anos. Os homens são maioria com 51%, já
as solteiras representam 49% da amostragem.
Com
tanta gente “disponível” na pista, hoje, dia do solteiro, deve ser muito
comemorado. A data não é tão lembrada como o Dia dos Namorados, por exemplo,
mas existe, e mesmo não tendo apelo da mídia e do comércio, deve ser lembrado
por quem esta só, por opção (sua ou dos outros).
Os solteirões
convictos têm um comportamento bem característico de uma pessoa independente e
que, mesmo solteira, não fica sozinho. Esta é a realidade do empresário
Andersom Andrade, de 35 anos, que há três anos não se relaciona seriamente com
ninguém. “No meu caso, acredito que buscamos a felicidade e eu encontrei, sem a
necessidade de um relacionamento sério, pois não projeto minha felicidade em
outra pessoa”. Para ele, a concretização da carreira também influenciou na
decisão de ficar só. “Tenho certeza que o momento de construção de uma carreira
influência nesta decisão, até por que cada vez mais precisamos de nos
especializar e é isto demanda tempo”, afirma.
O psicólogo Alfredo
Barbetta explica que esse é o tipo ideal de solteiro, que não tem justificativas
e mantém boas relações. “Esse solteiro, que vive por conta própria, não vai
querer depender de ninguém. Ele ou ela é bem resolvido e não se sente carente,
porque mesmo longe da família, em alguns casos, ele acaba adotando uma nova
família, que são os amigos, então dificilmente ele vai sentir carência”.
O especialista explica também que existem aqueles solteiros que por causa de frustrações de relacionamentos passados, preferem ficar sozinhos. Não por opção, mas por medo.
“A pessoa não estabelece vinculo com ninguém e às vezes não consegue confiar, se dedicar e focar na relação, criando uma defesa. O trauma leva a pessoa a se esquivar com medo de se comprometer e abrir mão da liberdade”, acrescenta Barbetta.
O especialista explica também que existem aqueles solteiros que por causa de frustrações de relacionamentos passados, preferem ficar sozinhos. Não por opção, mas por medo.
“A pessoa não estabelece vinculo com ninguém e às vezes não consegue confiar, se dedicar e focar na relação, criando uma defesa. O trauma leva a pessoa a se esquivar com medo de se comprometer e abrir mão da liberdade”, acrescenta Barbetta.
Com 49 anos, a analista em
administração Célida Marques está solteira há sete anos. Os dois últimos
relacionamentos foram duradouros, ela passou dez anos em um relacionamento e
quatro em outro namoro, e desde então decidiu não se relacionar mais com
ninguém.
“Eu
já namorei, mas decidi viver solteira depois que passei a freqüentar uma igreja
evangélica. É uma questão espiritual pra servir a Deus e sou muito mais feliz
assim”, pontua.
Mesmo
com a insistência dos amigos e familiares, Célida continua firme no propósito
de viver solteira.
“Minha
mãe queria que eu casasse e até aparecem pessoas interessadas, mas eu não
quero. Muitas amigas, que são casadas ou namoram, perguntam por que eu não
quero compromisso e eu respondo que gosto de liberdade, ser independente”,
finaliza.



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