O Maranhão recebeu mais 76
profissionais do programa federal Mais Médicos. O grupo, formado por médicos de
diversas nacionalidades, chegou ontem, e foram distribuídos em 36 cidades. Até
o momento, 167 municípios já aderiram ao programa possibilitando o atendimento
e ampliação dos serviços de saúde às populações destes locais. Esta é a
terceira etapa do programa no Maranhão e com a vinda deste grupo, somam 512 o
número de médicos que atendem a região. “Faltam médicos em todo o Brasil e esse
programa vem minimizar esse déficit e garantir o atendimento à demanda”, disse
a coordenadora Estadual do programa Mais Médicos no Maranhão, Isabel Myriam
Pereira Leite Macêdo. O Maranhão solicitou 570 profissionais e ainda falta
preencher 58 vagas. Do total de municípios, 50 ainda não aderiram ao programa.
A coordenadora aponta que os maiores impasses na consolidação do programa são o número insuficiente de médicos e a má distribuição destes no país. O Brasil possui 1,8 médicos por mil habitantes, índice menor que o de países como Argentina (3,2), Uruguai (3,7), de Portugal (3,9) e Espanha (4). Sofre ainda com a distribuição desigual. Dos 27 estados, 22 têm médicos abaixo da média nacional e cinco, menos de um médico por mil habitantes. É o caso do Maranhão, cujo índice é de 0,58, um dos piores registros do país e ficando atrás do Amapá (0,76), Pará (0,77), Piauí (0,92) e Acre (0,94). Isabel Macêdo destaca que até o próximo ano, o Ministério da Saúde abrirá mais de 35 mil postos de trabalho para médicos com a construção de Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e o Maranhão está incluso.
O Governo Federal utiliza como referência desse número o Reino Unido (2,7 médicos por mil habitantes). A razão é que, depois do Brasil, o Reino Unido tem o maior sistema de saúde público universal orientado pela atenção básica. Para mudar essa realidade, o Governo aumentou a oferta de vagas para os cursos de medicina. O aumento foi de 62,8% em 10 anos, passando de 10.356 em 2002 para 16.862 em 2012. Programas como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), Universidade para Todos (ProUni) e de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), somam no crescimento. Avanços que repercutem também para o Maranhão, aponta Isabel Macêdo.
O programa entrará em sua etapa 4 e 5, que devem ser abertas até abril deste ano, segundo previsão do Ministério da Saúde. Todos os municípios poderão se inscrever, contudo o preenchimento das vagas será prioritário às regiões de alta vulnerabilidade social. “Nessas etapas pretendemos preencher as vagas que restam e consolidar a execução do Mais Médicos no Maranhão”, conclui a coordenadora Estadual do programa, Isabel Macêdo. Os participantes poderão participar do programa por um período de três anos, que pode ser renovado uma vez. Em caso de profissionais estrangeiros – incluindo os brasileiros graduados de outro país – queiram continuar trabalhando sem vinculação ao programa, deverão se submeter a revalidação do diploma.

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