SÃO LUÍS – O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou nesta
sexta-feira (27) o relatório de inspeção nos estabelecimentos prisionais do
Maranhão. O documento, assinado pelo juiz Douglas de Melo Martins, foi entregue
ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa. A visita
ocorreu no último dia 20 nas unidades do Centro de Detenção Provisória (CDP),
Central de Custódia de Presos da Justiça (CCPJ), Casa de Detenção (CADET) e
Presídios São Luís I e II.
O
documento reafirma a "precariedade" do sistema penitenciário do
Estado. Nele é relatada a dificuldade no acesso a alguns pavilhões das unidades
visitadas. “O acesso a alguns pavilhões era precedido de negociação com os
líderes das facções. Os chefes de plantão e diretores da unidade não eram
capazes de garantir a segurança da equipe que inspecionava a unidade”.
Também
segundo o relatório, no CDP, os presos têm livre circulação já que as celas não
possuem grades. Este mesmo contexto foi observado nos Presídios São Luís I e II
nos dias de visita, o que de acordo com o CNJ, “facilita o abuso sexual
praticado contra companheiras dos presos”.
Em
nota, divulgada nesta sexta-feira (27), foi informado que, por determinação da
governadora Roseana Sarney, já houve a criação da Direção de Segurança dos
Presídios do Maranhão que vai acompanhar a atuação dos trabalhos nos presídios.
Leia,
abaixo, a nota na íntegra:
A
Secretaria de Estado de Comunicação Social (Secom) informa que, por
determinação da governadora Roseana Sarney, está criada, a partir desta
sexta-feira (27), a Direção de Segurança dos Presídios do Maranhão.
Cada
Diretoria está sob o comando de um oficial da Policia Militar e passa a compor
o organograma funcional de todos os presídios do estado, reforçando o trabalho
das Diretorias Geral e Administrativa.
A
Comissão de Investigação, criada logo após as denúncias feitas pelo Conselho
Nacional de Justiça (CNJ), também vai acompanhar a atuação dos trabalhos nos
presídios.
O
Governo do Maranhão reitera que sempre agiu em conjunto com todos os setores
que atuam na defesa dos direitos humanos, tal como a Defensoria Pública, e
daqueles que promovem a garantia da justiça e segurança. O agravamento da
situação no Sistema Penitenciário ocorreu depois que foram tomadas medidas
saneadoras, como a reestruturação das unidades prisionais, a mudança de comando
nas Polícias Civil e Militar e na Sejap.
A
Comissão de Investigação e a Direção de Segurança, que acabam de ser criadas,
são medidas que reforçam o empenho do governo do Maranhão para devolver à
normalidade o sistema prisional do estado, assegurando os direitos e a
integridade de todos.

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