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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

PROJOV e CRAS de Vitória do Mearim enceram 2014 com distribuição de alimentos


O CRAS e o PROJOV de Vitória do Mearim encerraram suas atividades deste ano de 2014 com entrega de alimentos os inscritos.
O CRAS e o PROJOV são programas do governo federal, que em parceria com a prefeitura de Vitória do Mearim atendem crianças e adultos de áreas de risco, com assistência em diversas áreas, no caso das crianças e adolescentes, os programas atendem os beneficiários do bolsa família, com atividades interativas e recreativas.
O alimento distribuído, é adquirido através do programa compra local do governo federal em parceria com a prefeitura de Vitória do Mearim que cadastrou produtores da agricultura familiar do município. Entidades como: OAMI, e APAE de Vitória do mearim, também estão cadastrados e recebem alimentos. 
Estes produtores fornecem frutas, verdura, legumes, alem de carne, peixe, farinha, e arroz.

A secretaria de assistência social de Vitória do Mearim, Miralda Nolasco, esteve na reunião, para levar a mensagem da prefeita Dóris e do goveno municipal, aos beneficiários, desejando a todos um feliz natal e prospero ano novo.





TSE APROVA AS CONTAS DE DILMA POR UNANIMIDADE


Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil

As contas da campanha da candidata Dilma Rousseff à Presidência da República, presidenta reeleita, foram aprovadas ontem (10), com ressalvas, em sessão extraordinária, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Por unanimidade (6 votos), os ministros decidiram seguir o voto do relator, ministro Gilmar Mendes. Em seu voto, o ministro ainda fez diversas sugestões para modificar os procedimentos para prestação de contas das campanhas eleitorais.
Durante o julgamento, a defesa de Dilma rebateu as argumentações e disse que seguiu todos os procedimentos para o lançamento de despesas das prestações parciais das contas.
O início do julgamento foi marcado pela manifestação dos ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes que criticaram um pedido do Ministério Público Eleitoral para que a relatoria saísse das mãos de Mendes. Por sorteio, as prestações de contas de campanha de Dilma e do PT foram redistribuídas, a Mendes, no dia 14 de novembro, por determinação do presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, em razão do término do mandato do antigo relator da matéria, o ministro Henrique Neves, no dia 13 de novembro.
Toffoli, que preside o TSE, criticou a demora da Presidência da República em indicar o substituto de Neves, e disse que o tribunal foi tratado com “menoscabo”. “Não se pode ter menoscabo com o Poder Judiciário Eleitoral”, disse.
Em seu voto, Mendes rebateu as críticas de que seu parecer seria parcial e que votaria pela rejeição das contas. “Não tive maior prazer em me debruçar sobre estes autos, desejei ardentemente que ficasse com eventual substituto do ministro titular”, disse o ministro que classificou as críticas como “teorias conspiratórias”.
Ao TSE, a campanha de Dilma informou que a candidata arrecadou cerca de R$ 350 milhões. O valor arrecadado pelo segundo colocado na disputa presidencial, Aécio Neves foi cerca de R$ 229 milhões. Para o presidente do TSE, é preciso haver um teto para os gastos com campanhas eleitorais, sob pena de interferência do poder econômica no processo eleitoral. Toffoli citou países como a França e Espanha cujas legislações limitam os montantes a ser gastos nas campanhas.
“Para que se tenha uma possibilidade mínima de equanimidade entre os candidatos. Isto é mais urgente do que [tratar] da limitação da doação de pessoas físicas e jurídicas e do financiamento público exclusivo”, disse o ministro, que defendeu um limite para as doações de empresas.
Na mesma sessão, O TSE também aprovou com ressalvas as contas do PT, seguindo o voto do relator, ministro Gilmar Mendes.

247 - O pleno do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgou na noite desta quarta-feira (10) a prestação de contas da presidente reeleita Dilma Rousseff (PT). O ministro Gilmar Mendes foi o relator. Ele se estendeu por duas horas na apresentação do seu voto. Dos técnicos do TSE, ele recebeu parecer para que recusasse a prestação de contas. Do Ministério Público Eleitoral, a orientação foi pela aprovação. Ao final, ministro seguiu posição do MPE e aprovou as contas de Dilma com ressalvas.
Acompanhe como foi a sessão:
Antes de iniciar a discussão sobre a prestação de contas propriamente dita, o presidente da corte, Dias Toffoli, e o relator do processo de prestação, Gilmar Mendes, fizeram duras críticas ao procurador-geral Eleitoral, Eugênio Aragão, e à própria Dilma. Os dois ministros falaram sobre um pedido feito por Aragão e pela campanha de Dilma para que o processo de prestação de contas fosse retirado da relatoria de Gilmar. Ambos alegavam que, com a saída do ministro Henrique Neves, o caso deveria ser distribuído ao seu substituto, Admar Gonzaga.
O presidente do TSE destacou que as regras regimentais não determinam que casos em andamento devam ser distribuídos a substitutos. Ele ainda criticou Dilma por não ter indicado um novo ministro para ocupar a cadeira de Neves.
"A lista tríplice foi enviada para Presidência da República com antecedência de um mês. Essa presidência não deixaria processo de tal envergadura, com prazo tão curto de avaliação. É necessário respeitar o poder Judiciário. [...] A distribuição foi por sorteio."
Toffoli taxou como um "menoscabo" (menosprezo) o fato de Dilma levar tanto tempo para indicar um ministro e garantir a composição integral do TSE. "Estamos somente com seis ministros titulares. Não se pode menoscabo com Poder Judiciário da nação brasileira", disse.
Mendes, por sua vez, disse que outros em outros casos, com a saída de ministros e sorteio dos processos, o Ministério Público Eleitoral não fez pedidos par a troca de relatores. Por isso, questionou se o procurador Eleitoral estaria agindo para defender interesses específicos ou atuando como um advogado de campanha. Disse ainda que, na prática, o que os pedidos queriam era escolher o relator do processo, algo juridicamente inviável.
"Não há notícia nas mesmas condições, observando as normas regimentais, de que a Procuradoria Geral tenha agravado em situação semelhante (...) E por que fez isso? Por que se interessava num processo e não em outro? Estava a defender a ordem jurídica ou estava a defender interesses específicos? E se estiver a defender interesses específicos, está impedido de fazer. Não poderá ter assento aqui. Assuma a postura de advogado. De advogado o candidato não precisa, tem toda essa gama de advogados".
Após as críticas, Toffoli se retirou da sessão e Mendes assumiu a presidência, iniciando a discussão da prestação de contas.
Primeiro, a defesa da campanha petista negou que haja irregularidades. O advogado Arnaldo Versiani explicou que as inconsistências localizadas pelos técnicos do TSE não impedem a aprovação das contas. "As supostas irregularidades nas despesas referem-se a apenas 8% das contas. São relativas a questões estaduais. Toda documentação reclamada apresentamos em pendrive para todos ministros com as comprovações. Sobre as receitas, referem-se a apenas 5% do que foi arrecadado e são recursos que foram transferidos pela candidata e quem recebeu não declarou. Que culpa tem a candidata?", questionou. Ele disse ainda que o limite estipulado para os gastos não foi extrapolado. "Estabelecemos o limite em R$ 380 milhões e a candidatura gastou R$ 350 milhões", informou. O advogado também apontou que existem "inconsistências" no sistema do TSE, que duplicou os valores da prestação de contas. "Se espera a aprovação das contas. Na pior das hipóteses se espera que seja aprovado com ressalva", afirmou.
Em seguida, o representante do Ministério Público, Eugênio Aragão (vice-presidente), disse que foram encontradas "fortes inconsistências" no parecer dos técnicos do TSE. "Fica claro que houve a pressão do tempo. O parecer não tem a consistência de se levado a sério. As supostas inconsistências na prestação de contas referem-se a menos de 10% das contas. Assim sugerimos a aprovação das contas com ressalvas", diz. 
O ministro Gilmar Mendes inicia a defesa do seu voto às 20h, lendo uma longa introdução com explicações sobre aprovação e reprovação de contas. Ele afirma que embora existam denúncias ou até mesmo indícios de irregularidades é muito difícil confirmar se houve efetivamente a prática de ilegalidade. "Se o doador prova que doou e se o candidato prova que recebeu, a doação é legal", afirma o ministro, ao tratar de situação hipotética. Gilmar cita análise da prestação de contas de Dilma em 2010, cuja aprovação com ressalvas foi sugerida pelo ministro Marco Aurélio, uma vez que não era possível averiguar, em tempo exíguo, supostas irregularidades. 
Gilmar diz que é preciso aperfeiçoar os mecanismos de fiscalização, para que os processos eleitorais sejam "minimamente transparentes". Ele também fala do caso de corrupção envolvendo a Petrobras, ao qual se refere como "lamentável episódio", para justificar sua posição contrária ao financiamento público de campanha. 
Ao ler sua posição sobre o parecer do TSE das contas de Dilma, ele aponta problemas na prestação das contas e demonstra concordar com a posição dos técnicos. Ele fala em "irregularidade formal". Sobre a questão dos gastos acima do valor estabelecido, ele diz que esse tema deverá ser tratado futuramente para evitar que haja quebra do teto antes de autorização do TSE. Ele diz que é contra a aplicação de multa contra a campanha de Dilma. 
Voto de Gilmar já se aproxima da primeira hora de falação. 
"Nem toda irregularidade compromete a aprovação da prestação de contas", afirmou ele, citando legislação eleitoral.
Falando por mais de 75 minutos, Gilmar volta a cobrar mais rigor do TSE na análise das contas parciais visando às eleições de 2016. 
O ministro diz que trabalho dos técnicos foi feito com seriedade, mas diz que falhas de pequena relevância não devem postergar o julgamento das contas.
Aos 90 minutos de leitura do seu próprio voto, Gilmar Mendes anuncia que passará a apresentar propostas para o aprimoramento das prestações de contas dos candidatos nas eleições. 
Como que se justificando, Mendes elogia mais uma vez o trabalho dos técnicos do TSE.
Depois de Gilmar Mendes, votarão outros cinco ministros (Admar Gonzaga, João Otávio de Noronha, Luciana Lóssio, Maria Thereza de Assis e Luiz Fux).
Em conclusão, ele se manifesta pela aprovação com ressalvas.

"Não tive maior prazer por ter ficado com essas contas, mas não fugi das minha responsabilidades. É preciso dar um passo. O Brasil não começou agora, nem termina agora. Precisamos estar acima de toda essa gentalha que alimenta esse mundo de intrigas", afirmou ele, numa indireta às críticas de que trabalharia contra a aprovação das contas de Dilma.

Bala perdida mata mãe de dois filhos na porta da casa

Foi registrado na noite de ontem (10) mais um homicídio em São Luís. A vítima, identificada com Elvãnia Soares Martins, 34 anos, foi morta a tiros na  rua Formosa, entre os bairros do Monte Castelo e Alemanha.
Vânia Maria, como era conhecida, estava na porta de casa quando foi alvo dos disparos. O tiro atingiu a cabeça da mulher que chegava na residência dela.
O disparo teria sido provocado por dois homens em uma motocicleta, que fizeram disparos a esmo pela rua.

A vítima deixa duas filhas com idades de 3 e 11 anos. Ela era esposa de um cinegrafista de um programa policial na TV maranhense.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Brasileiros consomem álcool regularmente


A Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada nesta quarta-feira (10), mostra que 24% da população brasileira com mais de 18 anos consome bebida alcoólica uma vez ou mais por semana. O estudo também estimou que 24,4% das pessoas beberam e depois conduziram carro, bicicleta ou motocicleta. A pesquisa foi elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o Ministério da Saúde e ouviu 63 mil pessoas. É a primeira vez que é divulgada.

O maior índice do consumo de álcool (uma vez ou mais por semana) é registrado no Sul, com 28,4%, e o menor, no Norte, com 18,8%. Entre os sexos, a proporção entre os homens é de 36,3% e de 13% entre as mulheres. No Distrito Federal, 25,8% dos entrevistados costumam consumir bebida alcoólica. A proporção também foi maior para os homens (38,5%) que as mulheres (15,2%).

De acordo com o levantamento, quanto mais escolaridade, maior é o consumo. Entre as pessoas com ensino superior completo, 30,5% bebiam álcool regularmente em 2013 e, entre os com fundamental incompleto, a taxa ficou em 19%. A média de idade para o início do hábito no Brasil ficou em 18,7 anos. Os homens começam por volta dos 17,9 anos, enquanto as mulheres, com 20,6 anos.

A PNS também analisou que 13,7% das pessoas entrevistadas haviam feito consumo abusivo de álcool, ou seja, consumiram quatro ou mais doses, no caso da mulher, ou cinco ou mais doses, no caso do homem, em uma mesma ocasião nos 30 dias anteriores às pesquisas. O maior índice foi no Centro-Oese (16,2%), seguido pelo Nordeste (15,6%), pelo Norte (14,2%), pelo Sudeste (12,8%) e pelo Sul (11,1%). No DF, 15% dos entrevistados haviam consumido álcool abusivamente.

A PNS mostra que 21,9 milhões de brasilieors, 15% da população usa produtos derivados do tabaco, fumado ou não. Na zona rural, o consumo é maior (17,4%) que na urbana (14,6%). Os homens são a maior parte (19,2%). Das mulheres, apenas 11,2% fumam. Segundo a pesquisa, 17,5% dos braslieiros já fumaram no passado. Mais da metade dos fumanets (51,1%) tentou parar de fumar nos 12 meses anteriores à entrevista. Deles, 73,1% conseguiram com a ajuda de um profissional de saúde.

Em quatro anos o Maranhão teve cinco governadores


Antes de renunciar ao governo do estado, Roseana Sarney dividiu o comando do Maranhão com outras quatro pessoas, entre deputados, presidente do TJMA e vice-governador.
“Esse será o melhor governo da minha vida”. Essas foram as palavras de Roseana Sarney (PMDB), quando empossada governadora do Maranhão, no dia 1° de janeiro de 2011. Mas ela teve que dividir este “Melhor Governo” com outras quatro pessoas, sendo que o atual governador Arnaldo Melo, comandou a máquina estadual em duas oportunidades, e ainda vai fechar o ano como chefe do Executivo Estadual.
O que chamou a atenção é que Roseana entregou o comando do Maranhão para quatro pessoas diferentes entre outubro de 2011 a abril de 2012, sendo que neste espaço de tempo, Washington Oliveira (então vice-governador), Arnaldo Melo (então presidente da Assembleia), Jamil Gedeon  (então presidente do TJMA) e Marcos Caldas (então vice-presidente da Assembleia) assumiram o cargo.
Confira as mudanças cronologicamente:
27 de outubro de 2011
Em uma cerimônia simples, no gabinete do Palácio dos Leões, a governadora Roseana Sarney transmitiu o cargo ao vice-governador Washington Luiz Oliveira, que ficaria à frente do Poder Executivo do Maranhão durante 10 dias, período em que a chefe do Executivo tratou de assuntos pessoais. Mas após três dias como governador, ele passou a bola para Arnaldo Melo.
Washington Oliveira voltaria a ser governador em março de 2012, quando Roseana participava da comitiva da presidente Dilma Rousseff (PT) nos EUA.
31 de outubro de 2011
O então presidente da Assembléia Legislativa, deputado Arnaldo Melo (PMDB), assumiu interinamente o cargo de governador do Estado Maranhão, durante solenidade ocorrida no Palácio dos Leões. Melo substituiu Roseana Sarney por apenas três dias também.
2 de novembro de 2011
O desembargador Jamil de Miranda Gedeon Neto, 51 anos, então presidente do Tribunal de Justiça a época, também assumiu, interinamente, o Governo do Estado do Maranhão no dia 2 de novembro de 2011. A transmissão do cargo aconteceu no Palácio dos Leões, onde o deputado estadual Arnaldo Melo, presidente da Assembleia e governador interino declarou o seu afastamento do cargo, após três dias de exercício
5 de abril de 2012
Marcos Caldas, a época vice-presidente da Assembleia Legislativa, assumiu o Governo do Maranhão por quase dez dias. A transmissão do Governo foi feita após a licença de Washington Oliveira (PT), que estava como governado por conta de uma viagem feita por Roseana em comitiva com a presidente Dilma Rousseff (PT) para os EUA.
10 de dezembro de 2014
Por fim, o presidente da Assembleia Legislativa, Arnaldo Melo, foi empossado governador do Maranhão de vez, pois Roseana Sarney renunciou ao cargo e como o vice Washington Oliveira se tornou conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), a vaga ficaria para o chefe do parlamento estadual

Agora Arnaldo Melo vai ficar à frente do comando do Executivo Estadual até o dia 31 de dezembro de 2014 e entregará a faixa, no dia 1° de janeiro de 2015, de governador para Flávio Dino, eleito no pleito deste ano.

Segundo IBGE, Cerca de 11 milhões de brasileiros têm depressão


Cerca de 11 milhões de pessoas no Brasil têm depressão. O número representa 7,6% da população de 18 anos ou mais. A maior parte dos registros foi em área urbana (8%). Na rural, foram 5,6% dos entrevistados. O Sul foi a região com maior índice de pessoas com a doença, seguido pelo Sudeste (8,4%), Centro-Oeste (7,2%) e Nordeste (5%).
O Norte foi a região com menor taxa de pessoas diagnosticadas, apenas 3,1%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (10/12) e fazem parte da Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatítica (IBGE) e pelo Ministério da Saúde. É a primeira vez que o levantamento é feito. Mais de 60 mil pessoas foram entrevistadas no Brasil em 2013.
A prevalência da enfermidade é maior entre as mulheres (10,9%) do que entre os homens (3,9%). A maior incidência está na faixa etária de 60 a 64 anos, com 11,1% e menor entre 18 e 29 anos de idade, com 3,9%. Os níveis extremos de escolaridade têm índices parecidos, já que 8,7% das pessoas com nível superior completo referiram depressão e 8,6% das com ensino fundamental incompleto também relataram a doença. Pouco mais da metade dos homens (51,2%) e da mulheres (52,3%) com depressão disseram tomar remédio para tratá-la.

No Distrito Federal, 6,2% das pessoas declararam ter diagnóstico de depressão. As mulheres também apresentaram taxas superiores às dos homens, com 9,3% e 2,5%, respectivamente. Do total, 56,9% disseram usar medicamentos para tratar a doença e 20,3% fazem tratamento psicoterápico.

Roseana Sarney renuncia e entrega governo ao presidente da Assembleia


A governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), renunciou ao cargo na manhã de hoje (9). Em cerimônia no Palácio dos Leões (sede do governo estadual), Roseana entregou a carta-renúncia ao presidente da Assembleia Legislativa, Arnaldo Melo (PMDB). Melo assumirá o cargo de governador num “mandato tampão”, que termina no dia 31, porque o vice-governador, Washington Luiz Oliveira (PT), foi nomeado conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão em dezembro do ano passado.
Em seu breve discurso, Roseana Sarney fez um balanço de suas quatro gestões como governadora – com destaque para a última – e enfatizou, por duas vezes, que sua renúncia não é uma despedida da vida política. “Isso não é um discurso de despedida”, disse Roseana no início do discurso, para no final reforçar: “Não digo adeus, esse é o meu estado”.
Na última eleição, Roseana desistiu de disputar o Senado, como esperava seu grupo político.
Ao sair do governo antes do último dia do mandato, Roseana Sarney evita passar a faixa para seu sucessor, Flávio Dino (PC do B), que derrotou nas urnas, em outubro, no primeiro turno, com 63,52% dos votos, o candidato Lobão Filho (PMDB), apoiado pela governadora.
Roseana já havia anunciado a renúncia para este mês, mas a adiou duas vezes – nos dias 5 e 9. As duas “renúncias à renúncia” geraram especulações e expectativas no meio político maranhense.
O GLOBO apurou que a agora ex-governadora tem planos de se afastar não só do governo do Maranhão, mas também do país, tirando férias de ao menos três meses na Flórida (EUA).
Em nota divulgada na noite de ontem (9), Roseana classificou seus quatro mandatos como governadora do Maranhão como “anos de muito trabalho” e afirmou que “agora, por recomendações médicas” se recolherá a “um descanso necessário”, pelo bem de sua saúde.
Ela também agradeceu “aos maranhenses e àqueles que escolheram o estado para viver”.
Veja a íntegra da nota:
“Foram anos de muito trabalho. Nos últimos meses, cumpri uma extensa agenda de visitas, vistorias e inaugurações de obras em dezenas de cidades do Maranhão. Agora, por recomendações médicas, me recolho para um descanso necessário, pelo bem da minha saúde. Aos maranhenses e àqueles que escolheram nosso estado para viver, o meu muito obrigada por terem me dado a honra de representá-los. Peço a Deus que abençoe a todos e que ilumine os nossos futuros governantes.”
PROPINA – Roseana Sarney foi citada pela contadora do doleiro Alberto Youssef, Meire Poza, em depoimentos à Polícia Federal e à CPMI da Petrobras, que revelou um suposto pagamento de propina à governadora por conta do pagamento de precatórios do governo do Maranhão à Constran. Poza afirmou ter se reunido, juntamente com Youssef, com o então secretário da Casa Civil do Maranhão, João Guilherme Abreu. O interesse da Constran era receber R$ 123 milhões em precatórios.
Segundo a contadora, ficou acertado o pagamento de propina de R$ 6 milhões, por conta de um acerto para parcelamento dos precatórios em 24 vezes. Uma das remessas foi levada por Adarico Negromonte, irmão do ex-ministro das Cidades Mário Negromonte. O valor foi de R$ 300 mil. A pessoa que recebeu o dinheiro teria reclamado da quantia e consultado a governadora Roseana para saber se o montante deveria ser recebido.
“Adarico esteve no meu escritório depois da prisão do Alberto. Ele disse que foi ao Maranhão levar o dinheiro e que a pessoa afirmou que era pouco. Ela então teria entrado em contato com a governadora para saber se ela concordaria em receber os R$ 300 mil, e ela teria concordado”, disse a contadora.

Na época da denúncia, em agosto passado, Roseana Sarney negou qualquer envolvimento com recebimento de propinas.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Quase 3 mil pessoas foram demitidas em outubro no MA


Com a chegada do fim do ano, existe muita movimentação no mercado de trabalho brasileiro, principalmente nos desligamentos de funcionários em setores que ficam em baixa com o período festivo.
Desta forma o Maranhão sofreu, no mês de outubro, uma das maiores demissões em massa de 2014. de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) foram perdidos 2.792 empregos celetistas, equivalente à redução de 0,58% em relação ao estoque de assalariados com carteira assinada do mês anterior (setembro).
O maior desligamento do mês aconteceu no setor da Construção Civil (-2.849 postos) e dos Serviços (-883 postos). Por outro lado, um segmento que está em alta no estado é o Comércio, pois aumenta a procura, nos últimos três meses do ano, pela compras de fim de ano, assim elevando o número de vagas de trabalho em lojas de shoppings e centros comerciais.
Somente em outubro foram 882 pessoas foram contratadas para trabalharem no segmento, uma variação de 0,62% em relação a setembro.
Em 2014
No Maranhão primeiros dez meses do corrente ano, na série ajustada, houve acréscimo de 8.549 postos (+1,78%). Ainda na série com ajustes, nos últimos 12 meses, verificou-se aumento de 0,55% no nível de emprego ou seja mais 2.667 postos de trabalho.
São Luís

Em outubro a capital maranhense foi a cidade do estado que mais demitiu pessoas dos postos de trabalho: 11.562.  A melhor cidade do Maranhão foi Imperatriz, com a admissão de 1.990, seguida de Balsas (972) e Caxias (218).

Taxa de desemprego no terceiro trimestre fica estável, mostra IBGE


A taxa de desemprego no país ficou em 6,8% no terceiro trimestre deste ano, mostrando estabilidade em relação ao segundo trimestre de 2014 (6,8%) e ao terceiro trimestre do ano passado (6,9%). Os dados divulgados hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua), a pesquisa de emprego do IBGE que abrange todo o país a cada três meses, enquanto a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) investiga as seis principais regiões metropolitanas.
De acordo com o levantamento, o nível de ocupação no período investigado foi 56,8%, também permanecendo estável na comparação com o segundo trimestre deste ano (56,9%) e com o terceiro trimestre de 2013 (57,1%).
Entre os meses de julho e setembro deste ano, a pesquisa apontou 6,7 milhões de desempregados no país, contra 6,8 milhões no segundo trimestre do ano, o que significou queda de 1,4% na população desocupada. A Região Nordeste foi a que apresentou a maior taxa de desemprego (8,6%) e a Região Sul ficou com a menor taxa, 4,2%.
No período apurado, o desemprego de jovens entre 18 e 24 anos de idade foi 15,3%, bem acima da média total de 6,8%. De acordo com o IBGE, o comportamento foi verificado em todas as cinco regiões do país, com destaque para o Sul (10,2%) e o Nordeste (19,1%). Entre as pessoas com idade entre 25 e 39 anos e de 40 a 59 anos, o desemprego foi 6,4% e 3,4%, respectivamente.
A Pnad Contínua do terceiro trimestre de 2014 confirmou que das 92,3 milhões de pessoas ocupadas (69,8%), o número de trabalhadores por conta própria (23,3%) é maior que o de empregados (4,1%) e o de trabalhadores familiares auxiliares (2,8%). A maior concentração daqueles que trabalham por conta própria foi verificada nas regiões Norte (30,2%) e Nordeste (29,4%).
Entre os trabalhadores do setor privado, 78,1% tinham Carteira de Trabalho assinada, o que, segundo o IBGE, representou avanço de 2,7 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2012. Também houve aumento do número de trabalhadores com carteira assinada em todas as regiões, na comparação com o terceiro trimestre de 2013. As maiores taxas ocorreram no Norte (65,6%) e no Nordeste (63,0%).

Em relação ao gênero, a Pnad Contínua mostra que o Norte apresentou a maior diferença na contratação de homens (71,0%) e mulheres (43,1%), no terceiro trimestre de 2014. A Região Sul ficou com a menor diferença, sendo 71,2% para os homens e 51,8% para as mulheres.

Casamentos entre pessoas do mesmo sexo chegaram a quase 4 mil em 2013


As Estatísticas do Registro Civil, divulgadas hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que foram realizados no país, no ano passado, 3.701 casamentos entre pessoas do mesmo sexo. A maioria dos casais (52%) era formada por mulheres. São Paulo liderou o número de casamentos.
Esta é a primeira vez que a pesquisa investiga o casamento entre pessoas do mesmo sexo, graças à aprovação do Conselho Nacional de Justiça (Resolução nº 175) que possibilita esse tipo de união.
Em média, a idade dos casais homoafetivos foi 37 anos para os homens e 35 anos para as mulheres. Nos registros de casamento entre pessoas de sexo diferente, as idades ficaram em 30 anos para os homens e 27 para as mulheres. A maioria era solteira ao se casar - 82,3% dos casais masculinos e 75,5% dos femininos nunca haviam se casado antes.
O Sudeste foi a região com o maior percentual de casamentos - 65,1%, seguida do Sul, com 14,2%, do Nordeste, com 13,4%, do Centro-Oeste, com 5,8%, e do Norte, com 1,5%. São Paulo detinha 80,8% dos registros.
O superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos e coordenador do Programa Estadual Rio Sem Homofobia, Cláudio Nascimento, e seu companheiro, João Silva, foram os primeiros a ter a união convertida em casamento no estado do Rio de Janeiro, em 2011. Hoje, ele ajuda a transformar em realidade o sonho de centenas de casais homoafetivos. A superintendência promove desde 2011 cerimônias coletivas de casamento e de união estável, que já beneficiaram mais de 500 casais. Em novembro foi celebrada a maior cerimônia desse tipo no porto do Rio.
“Aumenta, cada vez mais, a procura de casais homoafetivos para formalizar a união, para gerar mais segurança à relação, para adotar uma criança, aumentar a família, comprar um patrimônio”, comentou Nascimento. “Não basta ter o direito, é preciso dar à população LGBT condições de acesso a esses direitos, por isso fazemos cerimônias coletivas”, acrescentou. Segundo ele, essas cerimônias também servem para preparar oficiais e escrivães dos cartórios para a nova realidade.
O Supremo Tribunal Federal reconheceu em maio de 2011 a legalidade da união homossexual estável. Desde o ano passado, os casais homoafetivos podem registrar casamento civil nos cartórios do Rio de Janeiro. 
Em todo o país, os casamentos entre pessoas de sexo diferente aumentaram 1,1% em 2013, na comparação com 2012, chegando a 1,1 milhão. O Sudeste concentrou a maior parte - 48,2%.

Também no ano passado, foram concedidos 324,9 mil divórcios em primeira instância e sem recursos ou por escrituras extrajudiciais. O número representou queda de 4,9% em relação a 2012, 16.679 divórcios a menos. A maior incidência foi percebida nos casais com idade entre 40 e 44 anos para as mulheres e 45 e 49 anos para os homens.