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segunda-feira, 31 de março de 2014

Sete jovens assassinados no fim de semana em São Luís


Sete jovens foram assassinados, neste fim de semana, em São Luís. Dois deles – Alberte Galvão Lima e Itamar Cantanhede Machado – foram mortos a tiros, sexta-feira à noite, no bairro Vila Isabel Cafeteira. Uma outra vítima foi Dyego Fagner dos Santos Viana, de 26 anos, morto a tiros por homens não identificados, na Cidade Olímpica, durante a madrugada deste domingo (30).
Augusto César Santana Pereira, de 28 anos, foi morto a golpes de faca, no bairro João de Deus, na noite de sábado (29), por volta das 23h38. Ele ainda foi encaminhado ao Hospital Clementino Moura (Socorrão II), na área da Cidade Operária, mas não resistiu.
Quem também estava internado no Socorrão II, mas morreu na manhã de ontem, era Alan de Sousa Muniz. A mãe da vítima, Lucimar de Sousa, disse que o filho foi assaltado na noite de quinta-feira (27), no Conjunto Paranã, quando foi atingindo com um tiro. As outras vítimas foram identificadas como Diego dos Santos de Menezes, de 22 anos, morador do Coroado, e Wellington Silva Barros, de 25 anos, do Araçagi.


domingo, 30 de março de 2014

4 detentos fogem do presidio São Luís I

A fuga foi registrada na madrugada deste domingo. Quatro detentos conseguiram escapar, segundo o secretario de justiça e administração penitenciária Sebastião Uchoa os presos conseguiram fugir por um túnel escavado na cela 14 do presidio São Luís I. De acordo com o secretario será aberto uma sindicância para apurar as circunstancias da fuga e o porquê a segurança não percebeu a escavação.
Os fugitivos são: Thiago Cruz da Silva, Isamel de Jesus Abreu, Francisco das Chagas Costo da Costa, Rafael Santos da Silva. 

Homem ateia fogo na casa da companheira e foge

Um homem identificado como, Edionilson da Silva Oliveira, de 19 anos, mais conhecido como “Junior Bocão” ateou fogo na casa da companheira identificada como, Antônia Dias Oliveira, de 30 anos, na madrugada deste sábado (29) na cidade de Porção de Pedras, a 332 quilômetros da capital.
O caso aconteceu na madrugada, quando Antônia Oliveira estava dormindo com as filhas.
Segundo a polícia, “Junior Bocão” ateou fogo na casa da companheira, após ela registrar um BO contra ele, por ter agredido as duas filhas adolescentes, uma de 13 e a outra de 14 anos. O companheiro não gostou da atitude e três dias depois, resolveu jogar álcool no guarda roupa da casa e depois ateou fogo.
Segundo os moradores, o fogo se alastrou por todo compartimento. Antônia Dias conseguiu resgatar apenas as duas filhas e a neta que estava no momento. O fogo destruiu os dois quartos da casa e mais o banheiro. Em um dos quartos estava o berço e as roupas do bebê. Ninguém saiu ferido.
Os moradores ainda informaram que esse é o terceiro caso de incêndio a residência, praticado por companheiros das vítimas, nos últimos meses.
A polícia informou que até o momento a vitima só informou o acontecido do incêndio e não quis registrar o BO.


Número de mulheres assassinadas aumenta em março no MA

O número de mulheres assassinadas aumentou este mês na região metropolitana. De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado, foram contabilizados quatro homicídios diante do único caso registrado em fevereiro.
O mês da mulher se aproxima do fim com a trágica morte da jovem Dhalia Natália Ferreira, de 22 anos. O crime que abalou o Maranhão segue sob investigação da polícia que já apontou o companheiro dela como o principal suspeito. Raphael Carvalho Machado foi encontrado morto, no apartamento onde o casal morava, com claros sinais de suicídio.
Outro caso semelhante ocorreu apenas uma semana após o dia internacional da mulher. Suzete da Silva Santos tinha 28 anos quando foi atingida por golpes de arma branca, dentro de casa, no bairro Sol e Mar. Ela ainda foi socorrida, mas não conseguiu resistir ao ferimento. O crime com característica passional virou inquérito da delegacia da área.
PERFIL DA VIOLÊNCIA - Uma pesquisa divulgada este mês pela Corregedoria Geral de Justiça revelou que, de 2012 a 2013, mulheres entre 26 e 34 foram as principais vítimas da violência de gênero. A maioria declarou ser solteira e não ter concluído o ensino médio completo. Os bairros Anjo da Guarda, Coroadinho, Turu, Anil e Maracanã apareceram no topo da lista com maior registro de ocorrências.
Um estudo realizado pelo IPEA e pelo Sistema de Indicadores de Percepção Social revelou esta semana que quase 80% dos brasileiros defendem, totalmente ou parcialmente, a prisão para homens que batem nas companheiras. O termômetro da violência contra a mulher no Brasil avaliou a opinião de 3.810 pessoas, entre maio e junho do ano passado.


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Brasil não se abalará com julgamentos apressados sobre a economia, diz Dilma



Apesar do rebaixamento da nota do Brasil pela agência Standard & Poor's, o país tem compromisso com o controle da inflação e a diminuição da dívida pública, disse hoje (29) a presidenta Dilma Rousseff. Em evento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), na Bahia, ela ressaltou que a economia do país continua com bons fundamentos, mas tem o desafio de melhorar os serviços públicos e aumentar a produtividade.
Sem se referir diretamente à decisão da agência de classificação de risco, Dilma declarou que os números mostram que a economia brasileira continua sólida. “Não nos abalaremos com julgamentos apressados, com conclusões precipitadas que a realidade desmentirá. Todos sabemos que, em economia, a realidade sempre se impõe”, disse.
A presidenta lembrou que, nos últimos dez anos, a inflação tem ficado dentro da meta. Segundo ela, a dívida líquida do setor público, atualmente em 33,7% do Produto Interno Bruto (PIB), encerrará o ano em queda e o país tem reservas de quase US$ 380 bilhões, que fornecem lastro para lidar com qualquer volatilidade internacional.
Dilma destacou ainda que o país acumula investimentos estrangeiros diretos de US$ 65 bilhões nos últimos 12 meses e que o programa de concessões de rodovias, aeroportos e portos e os leilões de energia elétrica, petróleo e gás trarão investimentos de US$ 80 bilhões para o Brasil nos próximos cinco anos.
“Em alguns momentos, expectativas, especulações, avaliações e até mesmo interesses políticos podem obscurecer a visão objetiva dos fatos. Para nós, o que importa é que continuaremos a agir para manter o pais no rumo certo, sem abdicar em nenhum momento do nosso compromisso fundamental com a solidez da economia e com a inclusão e o desenvolvimento social e ambiental do país”, acrescentou.
Apesar de reiterar a confiança na economia, a presidenta admitiu que o país tem novos desafios a enfrentar após o aumento da renda na última década. Segundo ela, o principal desafio consiste em aumentar a produtividade e melhorar a infraestrutura, a educação e a eficiência dos serviços públicos. “Temos o desafio de acolher e atender às reivindicações que surgiram na população. Criamos um imenso contingente de cidadãos com melhores condições de vida e mais conscientes dos direitos”, declarou.
A presidenta comentou os desafios da economia brasileira na cerimônia de abertura da 55ª Reunião da Assembleia dos Governadores do BID, na Costa do Sauípe, na Bahia. No encontro, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, assumiu a presidência da Assembleia de Governadores da instituição. Para Dilma, o apoio do banco de fomento é importante para financiar investimentos sociais, projetos de infraestrutura e de integração regional num momento de recuperação da economia internacional.
O presidente do BID, Luis Alberto Moreno, disse que tanto o Brasil como a América Latina têm o desafio de conciliar crescimento com desenvolvimento social em meio a uma população cada vez mais exigente em relação aos serviços públicos e à educação. Segundo ele, com menos recursos fluindo das economias avançadas para os países em desenvolvimento, a América Latina e o Caribe podem crescer 3,5% ao ano, mas essa taxa, declarou, é insuficiente para que a região se beneficie das mudanças tecnológicas globais.
“A discussão hoje não é se chegaremos a esse destino [desenvolvimento social], mas como chegaremos num contexto global mais resistente. Os países desenvolvidos estão se recuperando, mas os ventos internacionais agora estão menos favoráveis”, disse ele. Para o presidente do BID, a América Latina precisa de uma agenda que ataque as deficiências tecnológicas, educacionais, financeiras e ambientais.


sábado, 29 de março de 2014

Menina de 4 anos morre espancada pela própria mãe

 Uma menina de quatro anos morreu espancada pela mãe em Colombo, cidade do Paraná, na quinta-feira (27). Karen Conceição Rodrigues de Lima assumiu a autoria do crime e disse que costumava bater nos filhos, mas que dessa vez ‘passou dos limites'.
— Eu batia sempre, uma semana sim e outra não. Não sei por que fazia isso, acho que porque estava estressada e acabava descontando neles.
A mãe levou a criança cheia de hematomas ao hospital e afirmou que a filha havia caído. Desconfiados, os médicos chamaram a polícia e a mulher acabou confessando as agressões. Ela contou ainda que o cunhado, Claudecir Nascimento Duarte, abusava da menina. Ele também foi preso e, debochado, confirmou os abusos alegando que a menina gostava
A mulher morava com a menina e mais dois filhos. Os vizinhos disseram que ela sempre apresentou comportamento agressivo e agredia as crianças com frequência. A mulher foi presa em flagrante e encaminhada ao presídio da cidade. O homem foi indiciado por estupro de vulnerável.


Especialistas divergem sobre projeto que garante cotas raciais em concursos


Aprovada na quarta-feira (26) pela Câmara dos Deputados, a reserva de vagas para candidatos negros em concursos públicos é motivo de polêmica. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil
divergem quanto à pertinência e aos impactos da nova legislação. O Projeto de Lei (PL) 6.783/13 prevê a destinação de 20% das vagas em concursos da administração pública federal, autarquias, sociedades de economia mista e fundações e empresas públicas, por um período de dez anos. Encaminhada pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), a proposta ainda deverá ser votada pelo Senado.
O advogado Max Kolbe, especialista em concursos e membro da Comissão de Fiscalização da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF), é contrário à aprovação da lei e acredita que a proposta é prejudicial à boa prestação dos serviços públicos. “Após a Constituição de 1988, houve a transição para o estado gerencial e surgiu a figura do concurso público. [O concurso foi instituído] para aprovar o candidato mais bem qualificado a exercer o serviço público. Isso é meritocracia”, argumenta ele, que também critica o critério para ingresso pelo sistema de cotas.
O projeto de lei determina que poderão concorrer às vagas reservadas os que se autodeclararem pretos ou pardos no ato de inscrição, conforme o quesito cor ou raça usado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O texto também prevê que, na hipótese de declaração falsa, o candidato será eliminado do concurso ou, se já tiver sido nomeado, terá sua admissão anulada. Para Kolbe, a regra traz complicações em função do grande número de brasileiros que podem se declarar pardos. “O Brasil inteiro é multirracial, toda a população brasileira poderá fazer jus à lei de cotas. Se o Brasil inteiro vai poder concorrer, vai virar um tiro pela culatra”, prevê.
No entanto, Alexandre Crispi,  diretor e professor do Alub, grupo educacional no Distrito Federal que prepara candidatos para o vestibular e concursos públicos, não vê prejuízos à meritocracia e prestação dos serviços públicos e cita o sucesso do sistema de cotas na Universidade Brasília (UnB) e Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), pioneiras ao adotá-lo no início dos anos 2000 antes que se tornasse obrigatório. “Não é um argumento forte, pois ele [candidato que entrará pelo sistema de cotas] vai fazer a mesma prova. Vai concorrer nas mesmas condições. Na UnB, perceberam que a nota [de corte] em alguns cursos pelo sistema de cotas chegava a ser maior [do que no sistema universal]. Não caiu a qualidade dos cursos”, defende.
Crispi diz ainda que é preciso acompanhar a aplicação da lei, se o texto passar pelo Senado e for à sanção presidencial, para observar seus impactos sobre os concursos públicos. “Acredito que não haverá grande diferença, até porque a proporção determinada é uma porcentagem baixa. Mas não tem como, a concorrência vai subir um pouco mais. É como aconteceu nas universidades. Mas vai ser esperado um prazo de dez anos [período de vigência da lei] para discutir isso. Vamos verificar como vai ser, se terá os mesmos bons resultados que nas universidades públicas”, diz. Para ele, o mecanismo tornou o ensino público superior mais igualitário. “Infelizmente, na grande maioria estatística [os negros] vieram de colégios da rede pública. Também estão há menos de 100 anos com acesso à educação”, avalia.
A Seppir e o Ministério do Planejamento argumentam que há uma discrepância entre o número de negros na população geral, de aproximadamente 50,7%, e a proporção entre os servidores públicos, de 30%, e que o objetivo da lei é corrigir a distorção. O frei David Raimundo dos Santos, presidente da Educafro, organização não governamental (ONG) que acompanhou as discussões para redação da proposta de lei, destacou que a entidade defendia uma reserva maior, de 30% das vagas de concursos, que os índios também fossem contemplados e a reserva de vagas para cargos de confiança. Ele destacou, no entanto, que a opção será apoiá-la em seu formato atual, já que, se for alterada no Senado, a matéria terá de voltar à Câmara dos Deputados.
Para o frei David dos Santos, a aprovação na Câmara foi um “grande avanço”. “O que vai mudar a vida dos negros e integrá-los plenamente à sociedade é o seu empoderamento financeiro. Estamos na universidade. Queremos cotas para garantir [a presença da população negra] em todos os escalões do serviço público, até para ajudá-lo a melhorar. As cotas vêm consertar o ontem”, declarou.


Túnel é descoberto no CDP de Pedrinhas


Foi descoberto por policiais da Força Nacional na noite desta sexta-feira(28), a construção de um túnel escavado pelos presos da unidade prisional na cela 7, Bloco Beta, no CDP(Centro de Triagem de Pedrinhas). O túnel tinha aproximadamente 2 metros de profundidade, e 5 de largura. Essa é a 4ª tentativa de fuga por túnel desde janeiro no presídio
As informações foram concedidas pelo  Secretário de Administração Penitenciária, Sebastião Uchôa.


Duas mulheres foram mortas na madrugada em Imperatriz e Corpo de joven é encontrado no Araçagi na capital


Dois homicidios foram registrados na madrugada deste sábado (29) em Imperatriz, as vítimas eram mulheres. O crime aconteceu por volta das 03h00, quando as duas trafegavam em bicicletas. Segundo informações os suspeitos estavam em um moto quando abordaram as vítimas e efetuaram os disparos.
Só no mês de março, 20 homicídios foram registrados.
Um corpo de um jovem identificado por Wellington Silva Barros foi encontrado na manhã deste sábado (29), no Araçagi, próximo ao loteamento Alphaville. O corpo da vítima estava com as mãos amaradas, cheio de hematomas e aproximadamente cinco perfurações. O diretor do Icrim, Carlos Roxo, informou que o crime ocorreu em outro lugar e provavelmente na madrugada deste sábado.

Ministério vai criar selo legal para a pesca

O Ministério da Pesca e Aquicultura criará um selo da pesca legal que vai certificar o produto. O objetivo é ter mais um instrumento de combate à ações ilegais disse, hoje (28), o ministro Eduardo Lopes. “[Isso] vai dar a garantia de origem , até para o próprio pescador”, acrescentou ele em seminário regional, no Rio de Janeiro, para debater o Plano Nacional de Combate à Pesca Ilegal. Participaram do evento representantes do setor pesqueiro, da Polícia Federal e da  Capitania dos Portos, entre outros segmentos.
Eduardo Lopes ressaltou que o pescador que está na legalidade não pode competir com quem está irregular. Até o início das ações de repressão, a ideia do ministro é promover outros seminários regionais criando, assim, um período de transição para permitir que os profissionais que agem ilegalmente se adequem as normas que virão com o  plano nacional.
“A partir dessa transição, vamos dar condições de todo mundo se legalizar na parte, também, da embarcação, da documentação porque a pesca ilegal não se resume ao ato da pesca", disse Lopes. Ele acrescentou que também existem profissionais que estão com a documentação irregular e problemas nos locais de pesca.
O ministério trabalhará em parceria com a Polícia Militar, a Capitania dos Portos e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos  Naturais Renováveis (Ibama). De acordo com dado da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), um quinto da pesca feita no mundo é ilegal.
Ainda não há uma data definida para o lançamento do Plano Nacional de Combate à Pesca Ilegal. Na próxima semana, o Eduardo Lopes pretende estabelecer o cronograma de trabalho do plano nacional. O grupo de trabalho que elabora o plano conta com a participação  de representantes dos ministérios da Pesca e Aquicultura,  do Meio Ambiente, da Justiça, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e da Defesa.