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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Cinco mil mandados de prisão a serem cumpridos no estado do Maranhão




A cidade ainda vive sob o impacto das ações delituosas desenvolvidas no início do mês, em vários pontos da capital, por bandidos que se diziam membros de uma facção criminosa que surgiu nos limites do Complexo Penitenciário, cresceu e invadiu as ruas, levando pânico, dor e morte para a população. Uma menina, sua mãe e a irmã, tiveram os corpos molhados de combustível e incendiadas. Uma das vítimas morreu, consternando o Brasil inteiro. O crime revoltou a todos.

A violência reinante no Complexo Penitenciário de São Luís se tornou um sério problema e despertou as autoridades para a busca de soluções e trouxe a São Luís o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo. Reuniões foram realizadas com autoridades locais e a governadora Roseana Sarney, dando origem a um grupo gestor para a crise. Um mutirão carcerário com a finalidade de analisar processos criminais de réus presos, já foi iniciado priorizando os exames processuais dos encarcerados de Pedrinhas.

O desembargador José de Ribamar Froz Sobrinho, o magistrado coordena o Grupo de Monitoramento Carcerário do Tribunal de Justiça e, em entrevista a O Imparcial analisa a situação na atual conjuntura. Froz Sobrinho acredita que a crise já está sob controle e com as medidas que estão sendo adotadas pelo governo, logo a situação estará resolvida.

O Imparcial - Como o senhor analisa a crise do sistema carcerário maranhense?

Froz Sobrinho
- A crise foi gerada pela superlotação do espaço físico do sistema carcerário. Isto não é um privilégio nosso. Em todos os estados brasileiros há o mesmo problema e em alguns, muito pior. Apenas a “bomba” estourou no Maranhão. Mas as medidas necessárias para a solução do problema já estão sendo adotadas através de um grupo gestor com a participação do Executivo, Judiciário e Legislativo.

Qual teria sido a origem desta crise?
A origem está na superlotação do sistema carcerário que também se originou na vinda de presos do interior do estado. A primeira rebelião com mortes aconteceu logo após a transferência de presos de Justiça para o presídio da capital. Isto teria sido evitado se já se tivesse adotado a regionalização do sistema penitenciário, com a construção de pequenos presídios no interior do estado. Esta medida está agora sendo adotada com a ajuda do governo federal.

Com isso, haverá um controle absoluto no complexo de Pedrinhas, podendo haver um seleção de presos pela idade, tipos de crimes etc. para melhor se trabalhar na ressocialização dos apenados. Acredita-se que dentro de, no máximo, seis meses, tudo esteja resolvido. Criando-se 1.560 vagas novas, acaba a superlotação e também o problema.

 De O Imparcial

FIM DE SEMANA COM UM MORTO E DOIS FERIDOS EM VATÓRIA DO MEARIM



Foi assassinato na manhã de domingo (19) em São Luis, no barro Jaracati, Nailton Almeida Ribeiro de 38 anos. Nailton era de Vitória do mearim e morava em São Luis a algum tempo.
Segundo informações o mesmo estava nas proximidades de casa, quando dos homens chegaram em uma moto, e o carona desceu da moto já atirando sem dar chance de defesa. Foram 4 tiros, dois no rosto, e dois nas costas, levando Nailton a óbito no local. O corpo foi sepultado hoje no cemitério publico de Vitória do mearim.
Já em Vitória do mearim por volta das 16:00 horas de domingo deu entrada no hospital Kalil Moisés da Silva, vitima de acidente de moto o jovem Gerlinho, que permanece internado.
 Foi ferido a bala na noite de domingo em um bar no bairro vila união, gesse dos santos silva.
Segundo relatos foi alvejado quando  se divertia com amigos em uma festa. Ele foi levado ao hospital da cidade e em seguida encaminhado.

Fim de semana sangrento: Doze assassinatos de sexta a domingo, em São Luís



SÃO LUÍS - Doze assassinatos registrados de sexta (17) a domingo (19), na Região Metropolitana da Capital Maranhense. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública (SSP/MA). Às 18h53 de sexta-feira, Augusto Paulo Silva Filho, de 49 anos, foi morto por arma de fogo, no João de Deus. Na Vila Isabel Cafeteira, dois homens foram executados. O crime aconteceu por volta das 20h05. Um deles identificado por "Jonathan Bombadinho" é suspeito do duplo assassinato no Novo Angelim, ocorrido há dez dias. As vítimas foram um homem identificado como Francisco de Assis Fontenele Pereira, o "Louro Justiceiro", de 47 anos, e o filho dele Fabrício da Silva Pereira, de 25 anos. Ainda, na sexta-feira, foram assassinados Nataniel da Silva, de 26 anos, na Vila Bom Viver, município de Raposa, e Rodrigo Meneses Pinheiro, de 17 anos, no Sol e Mar. Os dois foram mortos por arma de fogo.
No sábado (18), foram assassinados por arma de fogo, José Júlio Sousa Moraes, de 17 anos, no Pão de Açúcar; Joeverton de Araújo Rocha, de 26 anos, na Cidade Olímpica. Marcelo Santos Pereira, de 29 anos, foi morto por arma branca, no bairro Santa Clara e José Antonio de Jesus Gonçalveds, de 23 anos, na Vila Operária.
Carlos Henrique Ribeiro Pereira, de 41 anos, foi executado na Vila Embratel. De acordo com a polícia, a vítima, que era deficiente físico, estava jogando dominó com mais tres pessoas. Os criminosos chegaram ao local e dispararam vários tiros. Carlos Henrique e mais duas pessoas foram baleadas. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu. As outras vítimas foram socorridas e levadas para o hospital.
No domingo (19), foram assassinados por arma de fogo José Carlos Pereira de Meneses, de 44 anos, no Promorar, região da Liberdade, além de Nailton Almeida Ribeiro, de 38 anos, de Vitória do mearim, no Jaracati. José Carlos foi assassinado, por volta das 20h30. Ela estava porta de casa quando foi baleado. Um dos suspeitos é um homem identificado por Léo Fabrício, autor de vários homicídios na Liberdade. No Jaracati, Nailton Almeida também foi executado. O suspeito é um homem identificado por "Neto da Liberdade".

Nove presos de Pedrinhas são transferidos para presídio federal em Mato Grosso do Sul



Momento em que os presos foram conduzidos para dentro do avião que os levou até Mato Grosso do Sul



 
Após as mortes de presidiários em série, com cenas de barbárie extrema no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, o governo do Maranhão começou hoje a transferir para presídios federais detentos de alta periculosidade que cumpriam pena no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Segundo informações apenas nove presos serão removidos, eles são indicados como líderes de facções criminosas que disputam o controle do tráfico de drogas no Maranhão.
Os apenados transferidos são conhecidos como, Paiakan, Extremo, Dino gordo, Fabinho matador,Praguinho, Dragão, Rafael, Wallison e Allan Kadec, sendo que pelo menos dois são mandantes dos ataques a ônibus que tirou a vida da menina Ana Clara.

A operação envolveu forte policiamento da Força Nacional, os presos foram para ao aeroporto, onde um avião da Polícia Federal os aguarda para levá-los a unidade prisional federal em Campo Grande (MS).